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Tempo certo | 03/12/2010 18:29

Quando vale a pena fazer um MBA?

Especialistas mostram qual é o momento ideal para aproveitar ao máximo esse tipo de formação

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4.	Carga-horária

MBA exige maturidade e experiência profissional, bancar o apressado, nessa decisão, pode acabar em prejuízo para a carreira

São Paulo – A regra é clara. Para ser reconhecido no mercado é preciso ir além do horário do expediente e investir seus rendimentos na própria formação. Frente a essa premissa, com dinheiro suficiente no bolso e a meta de garantir um crescimento rápido na carreira, muitos seguem o impulso de recorrer, logo de cara, a um MBA. Mas até que ponto esse método é eficaz para conquistar um headhunter?

“O MBA é a cereja do bolo da formação acadêmica. Ele deve ser olhado como o último estágio da sua formação”, afirma Eduardo Bacetti, sócio da consultoria 2Get. Isso significa que ele só confere peso ao currículo quando conjugado com uma sólida trajetória educacional e profissional.

O problema, segundo os especialistas, é que o Brasil já vive um processo de banalização dos cursos de MBA. “As pessoas pensam que o diploma vai resolver todos os problemas das vidas delas”, diz Bacetti.

Neste misto de deslumbramento e empolgação, muitos ingressam num desses programas sem planejar ou, no mínimo, questionar a validade do conteúdo para a própria carreira.

O resultado dessa postura é um saldo negativo na relação entre investimento e nível de empregabilidade. “A melhor remuneração só virá quando o profissional conseguir aplicar tudo aquilo que aprendeu”, diz Marcelo Cuellar, da Michael Page.

Esse tipo de avaliação exige maturidade e experiência do profissional. Não dá para investir em um MBA sem ter uma noção clara do que realmente será relevante para as suas futuras opções de carreira. “Ele precisa estar em uma posição na empresa que garanta boa visibilidade de todo o negócio”, afirma Carina Budin, diretora da Asap.

As penalizações para quem não segue essas premissas variam de passar anos perambulando de um MBA para outro ou deixar lacunas na própria formação.

Custo benefício
No Brasil, os bons programas de MBA exigem que os candidatos apresentem uma experiência mínima em cargos de gestão. No entanto, com a rápida ascensão da chamada Geração Y no ambiente corporativo, algumas instituições americanas começam a abrir as salas de aula dos cursos de MBA também para o público mais jovem – e, como consequência, menos experiente no mercado.

O ponto negativo da nova onda de “juniorização” desses cursos é que muitos jovens estão partindo para o MBA sem o alicerce necessário para as exigências teóricas e profissionais desses programas.

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