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Decisão | 19/06/2012 15:35

Quando vale a pena aceitar uma contraproposta?

Entre 16 povos, brasileiros são os mais propensos a aceitar uma contraproposta da empresa atual; mas até que ponto este tipo de negociação é benéfica para a sua carreira?

Divulgação

Placa de bifurcação

São Paulo – Mais dia, menos dia, todo profissional irá enfrentar um momento dramático em sua carreira. O processo de aceitar uma proposta de emprego e informar o atual chefe da sua decisão pode entrar nesta categoria. Principalmente se a reação dele for cobrir o pacote de remuneração oferecido pela outra empresa. O que fazer diante disso?

De acordo com pesquisa da Robert Half, entre 16 povos, os brasileiros são os mais propensos a aceitar a contraproposta e permanecer na atual empresa. Segundo o levantamento, 24% das companhias em operação no país afirmam que é muito comum que os profissionais retrocedam da decisão de deixar a companhia quando recebem uma contraproposta.

Mas esta, digamos, cultura é benéfica para a carreira? Para Fabio Porto d'Ave, gerente da divisão de Engenharia Oil & Gas da Robert Half, a resposta é não. “É uma visão um pouco imatura de uma população que talvez se valha apenas de uma visão de curto prazo. Com isso, o brasileiro se coloca numa zona de conforto”, afirma.

Nem sempre é assim, contudo, de acordo com alguns especialistas. Em alguns casos, tendo em vista o plano de carreira do profissional, realmente vale a pena continuar na atual companhia. O problema são os riscos que este tipo de decisão pode trazer para a sua reputação e até para as suas emoções no médio prazo. Mas como minimizá-los? Ou melhor, como tomar a melhor decisão neste momento delicado da carreira?

Por que você queria sair mesmo?

Antes de ceder ao fascínio do dinheiro a mais na sua conta bancária (sem ter que mudar de endereço profissional para isso), avalie: o que motivou o seu desejo inicial de mudar de emprego? Se for apenas uma questão de expectativa financeira, encarar a contraproposta até faz sentido. Mas se não, topar continuar na atual empresa pode significar mais frustração no médio prazo.

“Tudo depende das contrapartidas de curto, médio e longo prazo. Será que você aguentará mais tempo neste trabalho por mais dinheiro?”, questiona Verônica Rodrigues, da VR Consulting. Afinal, mais dinheiro no bolso não significa menos tédio, um chefe mais simpático ou um trabalho que renda brilho nos olhos.

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