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Comportamento | 22/06/2011 14:48

Por que as pessoas fogem de você em eventos profissionais

Confira oito posturas e micos mais comuns na hora de fazer networking; aprenda como domá-los


Se esse aspecto é seu calcanhar de Aquiles, a dica é investir em repertório para além do seu trabalho. E, principalmente, aprender a se interessar genuinamente pelas pessoas ao seu redor.

6. Focar (apenas) nos peixes grandes

Com a meta de sair do evento com uma porção de contratos fechados, há quem mire apenas nos profissionais que têm algum poder de decisão na companhia em questão. Eis mais um deslize épico para a coleção.

Mais um deslize épico para a coleção. Além de contribuir para o achatamento da sua rede de contatos, essa postura pode indicar falta de visão estratégica e tato para negócios – combinação explosiva para qualquer carreira.

7. Não ter um foco claro

No extremo oposto estão aqueles que querem conhecer cada alma vivente que estiver no evento em questão. Pulam de uma roda de conversa para outra, não aprofundam nenhum relacionamento ou distribuem cartões para Deus e o mundo.

“É o típico tagarela que quer ser o centro das atenções”, diz Othamar. A consequência? Potenciais contatos profissionais a quilômetros de distância.

“Em eventos assim o ideal é ser qualitativo”, diz Cavalcante. “Mesmo que você conheça apenas uma pessoa, mas de tal forma que possa ligar para ela no outro dia, acredite o evento terá valido a pena”.

8. Ser 'linguarudo'

Outro recurso para incentivar a aproximação, mas que pode virar um belo tiro no pé é o hábito de fofocar ou falar mal do emprego ou de pessoas ligadas a ele.

Atenção redobrada se seu impulso é não ter papas na língua. Contar segredos empresariais ou elencar os atributos negativos do seu chefe apenas contribui para que outros profissionais queiram manter-se longe de você no futuro - para não entrar em roubadas, óbvio.

9. Não interpretar os sinais

Estruturalmente, a construção de uma rede de contatos profissionais se assemelha aos jogos de sedução em relacionamentos pessoais. E como tal, fazer um bom networking pressupõe a habilidade para interpretar sinais.

Em outras palavras, você precisa estar atento a todo contexto em questão: a maneira como a pessoa em questão gesticula, fala ou se porta, quem está ao redor, qual o clima de momento.

Enfim, uma porção de fatores que exigem, antes de tudo, um passeio para além de si. Aqui cabem perfeitamente os versos de Vinícius de Morais em Berimbau: “Quem de dentro de si não sai. Vai morrer sem amar ninguém”.

A ideia de networking não está ligada apenas ao crescimento da sua lista de contatos profissionais, mas também para uma expansão dos seus próprios horizontes. “É uma questão de ritmo”, diz Gama.

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