São Paulo – A vida (cada vez mais) digital e a ideia de inovação como palavra de ordem dentro das empresas tornou a área de direito de propriedade intelectual uma das carreiras mais quentes do mercado de trabalho jurídico internacional.

Na prática, a área de propriedade intelectual se divide em dois grandes ramos: direito autoral e direito de propriedade industrial.

“No caso do fechamento do Megaupload, por exemplo, a justiça entendeu que ao fazer o upload de arquivos, as pessoas estariam infringindo o direito autoral das gravadoras”, explica Mônica Guise Rosina, professora de direito de propriedade intelectual da Fundação Getúlio Vargas.

Junto às empresas, parte do trabalho é acompanhar o processo de registro de marcas e patentes no Instituto Nacional de Propriedade Intelectual. “Mas o trabalho não é só ficar registrando patente”, diz a especialista.

O advogado que quer atuar no setor precisa estar aberto para questões interdisciplinares. “Ele não pode ficar fechado apenas no Direito”, afirma Mônica. “Quando for pedir uma patente na área de bioquímica ou robótica, por exemplo, precisa entender esses conceitos”.

Acompanhar as decisões judiciais para além das fronteiras do Brasil também é indispensável para quem quer seguir carreira na área. “O Direito de propriedade intelectual é diretamente afetado por tratados internacionais, como a lei S.O.P.A que estava sendo votada pelo congresso americano”, explica.

Existem hoje no mercado alguns cursos de especialização voltados para a área. Mas, de acordo com a especialista, não é requisito cursá-los para seguir carreira no setor.

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