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Fazer um curso no exterior pode ser um desafio cultural para muitos viajantes brasileiros
São Paulo - Pisar em terras estrangeiras para aprender uma nova língua é a meta de centenas de brasileiros que procuram cursos no exterior. Para quem tem um prazo de tempo curto para o aprendizado ou nunca estudou fora do país, alguns cuidados podem evitar que o objetivo da viagem não seja cumprido.
Veja quais são os principais erros dos viajantes brasileiros, apontados por especialistas:
1. Andar somente com brasileiros
Existem bilhões de pessoas do outro lado do oceano Atlântico, inclusive mais brasileiros. “Um erro muito comum do estudante no exterior é se aproximar de brasileiros, porque é natural procurar pela comunicação mais fácil e familiar”, explica Bárbara Lopes, consultora da Sprachcaffe International no Brasil.
Quem não tem fluência no novo idioma perderá a oportunidade de praticar com estrangeiros, enquanto aqueles que falam pouco não evoluirão muito na empreitada. “Fuja de brasileiros. Mesmo quem tem o conhecimento básico da nova língua precisa praticar da forma que for possível, é a tentativa de falar que torna o aprendizado em outro país mais potente”, aconselha Bárbara.
2. Não respeitar a diferença
O país de destino pode ser muito diferente da realidade a que o estudante está acostumado. O desafio é se ajustar à nova realidade e tirar proveito da experiência. Para Ana Beatriz Faulhaber, diretora da CP4, nem todo viajante entende que o respeito à outra cultura é parte do aprendizado em um curso no exterior.
“Assim como o viajante brasileiro não pode perder a oportunidade de conversar em outro idioma com os estrangeiros, ele precisa observar, entender e respeitar o diferente”, diz Ana Beatriz.
Isso significa, segundo a consultora, que o viajante deve pesquisar sobre os costumes do local para evitar gafes, principalmente relacionadas às roupas, eventos sociais e alimentação. Prezar pela pontualidade é bem visto pela maioria dos países e também pode evitar transtornos.
3. Não ler os manuais
Muita gente se perde entre os panfletos e kit de informação para estudantes. Pode parecer uma dica simples, mas nem todo mundo lê os manuais de instrução com a atenção necessária.
“Até mesmo por parte dos manuais estarem em outra língua, algumas pessoas deixam para ler depois ou têm preguiça de ler até o fim”, diz Ana Beatriz. O risco pode incluir desde perder excursões ou aulas até problemas maiores com a acomodação e documentos. “Nem tudo dá para resolver com o jeitinho brasileiro”, fala a consultora.
4. Ficar isolado no dia a dia
Assim como existem as pessoas que, diante do choque cultural, procuram apenas brasileiros para amizade, há também aqueles que se isolam por se sentirem sozinhos ou terem dificuldade em sem comunicar na outra língua.
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