São Paulo - Estabilidade profissional e bons salários são os principais atrativos da carreira pública e levam milhares pessoas a sonhar com uma aprovação em concurso público. Mas como saber qual o cargo mais adequado em meio a tantas oportunidades? Afinal escolhas certas vão fazer toda a diferença.

Pensando nisso Exame.com reuniu 7 aspectos que os aspirantes à carreira pública devem levar em conta na hora antes de apostar todas as fichas na aprovação, de acordo com especialista do Grupo Nova.

1 Seu perfil combina com a carreira pública?

O alinhamento de expectativas é fundamental para evitar frustrações. “Quem procura ascensão muito rápida de carreira pode se frustrar ”, diz Andreia Emídio, coordenadora pedagógica do Grupo Nova.

Verifique as diferenças entre a esfera privada e a pública, no que diz respeito a crescimento de carreira e oferta de desafios para saber em que tipo de carreira você vai ficar mais motivado.

2 Escolha a esfera para a qual prefere entrar

Há concursos municipais, estaduais e federais. Enquanto municípios oferecem salários menos atraentes, os concursos federais têm no salário o grande chamariz, assim como, em benefícios como o de aposentadoria integral.

A mobilidade também deve analisada, no entanto. Concursos federais têm mais campos para possíveis transferências e mudanças de cidade ou estado. Já estaduais e municipais se restringem à jurisdição do Estado e do município. Pense nisso.

3 Entenda sobre as áreas de atuação

São seis grandes áreas para escolher: bancária, policial, fiscal, administrativa, tribunais e especiais (como o Instituto Rio Branco para os diplomatas). Todas estas áreas têm oportunidades para diferentes níveis de escolaridade.

Pesquise a respeito do tipo de trabalho realizado em cada uma delas e verifique qual delas se adapta ao seu perfil. Definir a área é importante para ter mais objetividade na hora de estudar, já que os grupos de disciplinas exigidas também obedecem a esta lógica de divisão.

“Ao escolher a área da qual mais gosta, a pessoa vai se deparar no edital com matérias das quais gostaria de estudar”, diz Andreia. De acordo com ela, a pessoa deve seguir a sua intuição nessa hora. “É pensar, eu gosto de banco? Gosto de tribunais ou de carreiras policiais”, sugere.

4 Não espere o edital

A escolha da esfera de atuação permite a descoberta das matérias básicas cobradas pelos concursos. Com isso, é possível começar a preparação bem antes de sair o edital. Enquanto muita gente reclama da demora na publicação do edital, quem está estudando comemora o tempo extra.

Mas atenção a algumas novidades que podem aparecer no caminho. Quem está em busca de uma oportunidade a analista do Tribunal Regional do Trabalho sabe bem disso. Pela primeira vez, direito previdenciário vai ser cobrado nas provas. “Foi uma surpresa”, diz Andreia.

5 Tenha um plano de longo prazo

A aprovação não acontece da noite para o dia, para conquistar um cargo público o tempo disponível para estudar e dedicação são as palavras de ordem. Seja estratégico. “Se a pessoa deixa de trabalhar, a pressão pela aprovação vai ser maior”, diz Andreia.

Quem ainda precisa contar com remuneração fixa para continuar estudando pode começar prestando provas para cargos na área bancária já que geralmente os concursos oferecem muitas vagas e são menos concorridos.

Andreia, no entanto, faz um alerta: “já vi muita gente que passou em um concurso desistir de continuar estudando”. Você tem propensão para se acomodar no primeiro cargo que conquistar?

6 Fique atento às exigências do concurso

Seu nível de escolaridade e sua área de formação também devem nortear a escolha. Verifique em quais cargos públicos você se enquadra segundo estes aspectos. Diplomas de mestrado e doutorado contam pontos nas seleções que têm prova de títulos.

Mas mantenha o foco. Estudar sem objetivo claro é determinante para o fracasso.

7 Converse com funcionários públicos

Concurseiros que atingiram o objetivo da aprovação podem ajudar os candidatos de 1ª viagem a escolherem. Por isso, visitar repartições públicas, conversar com servidores pode ser uma boa pedida antes de bater o martelo da escolha.

“As funções explicitadas no edital e conversas com funcionários públicos ajudam a dar um norte, mas não evitam cem por cento das frustrações, o melhor é confiar na intuição também”, diz Andreia.