São Paulo – Ter graduação em administração de empresas, ciências contábeis ou engenharia, falar inglês fluentemente e ter uma pós-graduação ou um MBA são aspectos quase inevitáveis para quem deseja assumir a posição de diretor financeiro.

Um estudo da FESA indica que entre os profissionais contratados entre 2010 e julho de 2012, 40% tinham graduação em administração de empresas, 35% em ciências contábeis e 17% estudaram engenharia.

A grande maioria, 86%, dos CFOs tem MBA ou pós-graduação e 89% são fluentes em inglês, segundo a FESA. O estado de São Paulo lidera em número de contratações, com 58%, de acordo com a pesquisa, seguido por Rio de Janeiro, com 27%, e Paraná com 15%.

Ainda segundo a FESA, o setor que mais demanda CFOs é o de infraestrutura. Para Maísa Maion, diretora da FESA o perfil dos diretores financeiros que optam pelo ramo da infraestrutura tem mudado. “Antigamente esses setores tinham CFOs focados nas áreas financeiras e menos relacionados com os mercados financeiros e de capital”, diz.

Setor pede “modelagem financeira”

Se o CFO tradicional do setor de infraestrutura tinha a expertise voltada para a área de tesouraria, de investimentos, planejamento financeiro e estratégico, hoje em dia, é também preciso, além disso, se destacar no setor de captação financeira e de análise de investimentos.

“São as áreas que viabilizam o crescimento das organizações, por isso a gente fala que a modelagem tem que ser financeira”, explica a diretora da FESA. “Um CFO que tenha tido uma carreira mais focada na controladoria não vai ter essa expertise necessária”, completa.
Por conta dessa mudança de perfil, segundo Maísa, é no mercado financeiro que a FESA tem buscado profissionais para suprir as oportunidades no setor. “Cada vez mais os CFOs precisam desenvolver um relacionamento com o mercado externo”, diz.


Faltam profissionais

Quem se interessa pela área deve ficar atento às oportunidades “É muito difícil encontrar profissionais que preencham as qualificações, é uma oportunidade para as novas gerações”, diz Maísa.

De acordo com ela, a dica é buscar experiência no setor de capital de intensivo, ou seja, que demandam e grandes investimentos tanto para manutenção como para expansão de negócios. Ramos industriais da construção, de engenharia, de petróleo e gás, de mineração e siderurgia são alguns dos indicados, segundo a diretora da FESA. “A formação acadêmica precisa estar alinhada à experiência técnica”, diz.

MBA focado em finanças no currículo é um ponto essencial, segundo ela. “ Mas é algo que vai ocorrer quase que naturalmente”, explica.

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