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São Paulo – “Todo mundo morre”. Com esse título para o episódio de número 22 da oitava temporada, o seriado norte-americano House, M. D. se despede depois de oito anos de sucesso.
A dúvida que fica é, será que após 176 episódios como o médico sarcástico que deu nome à série, Hugh Laurie vai conseguir manter uma carreira de sucesso? Ou o vínculo com o personagem é grande demais para ele se desassociar do médico que lhe deu fama?
O problema de interpretar apenas um personagem por anos é justamente o perigo de ser visto como o médico manco e mal-humorado pelo restante de sua carreira. Mas House, quer dizer, Hugh Laurie, não parece ter medo dos rumos da sua vida pós-seriado e já afirmou em diversas entrevistas que não tem interesse em atuar novamente na televisão.
Na última temporada de House, ele ganhava 700 mil dólares por episódio, cifra que o colocou na lista do Guinness como o ator de série dramática com o maior salário. Mesmo com todo o dinheiro que acumulou, Laurie não quer deixar de trabalhar. Antes do anúncio do fim do seriado, ele já tinha se lançado em outras direções - todas na mesma área de criação artística, ainda que não necessariamente como ator televisivo.
Em 1996, por exemplo, o britânico publicou um livro de ficção, The Gun Seller (O Vendedor de Armas, em tradução livre) e agora ele prepara o lançamento da sequência do seu romance de sucesso. Sua carreira como ator incluiu participações em longas-metragens como Razão e Sensibilidade e 101 Dálmatas, no qual mostra sua veia cômica.
O artista também é músico e, em abril do ano passado, lançou um álbum, Let Them Talk, que chegou ao topo das listas dos mais ouvidos no Reino Unido.
O último episódio do seriado sequer foi ao ar e o ator já procurou seu amigo Stephen Fry (comediante com quem tinha um programa televisivo na Inglaterra nas décadas de 1980 1990) para colaborar em um filme animado que adapta a obra de Oscar Wilde O Fantasma de Canterville.
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