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São Paulo – Poucos dias antes de estrear nas piscinas olímpicas de Londres representando o Brasil no nado, Fabíola Molina conversou com a EXAME.com para contar quais são seus planos de carreira depois que se aposentar do esporte.
Não vai ser uma despedida fácil: a atleta nada desde muito jovem, se graduou nos Estados Unidos com uma bolsa para atletas, participou dos seu primeiro Pan-americano em 1990 e já, em Londres, se lembra bem das Olimpíadas que participou em Sydney e Pequim. Pra piorar, ainda é casada com um nadador. “Eu treinava com ele e agora ele vem para Londres me apoiar nesses jogos também”, conta.
Com tanta relação com o esporte, fica difícil largar totalmente. “Tenho outras prioridades agora, quero ter filho e uma família”, explica Fabíola. Mas ela deu um jeito de ficar perto do que (também) ama. Quando “pendurar o maiô”, vai se dedicar profissionalmente à linha de roupas de moda esportiva e de praia que criou.
“A marca surgiu depois das minhas primeiras Olimpíadas. Eu estava desanimada, achava que já ia parar em breve e tinha que me preparar pro futuro”, diz. Somando-se a isso o fato de ela sentir necessidade de produtos mais confortáveis e bonitos na natação, a resposta para o futuro de sua carreira estava bem clara.
E embora muitos atletas busquem retorno financeiro simplesmente atrelando seu nome a uma marca já estabelecida, ou criando uma com o seu nome e terceirizando a administração, não foi isso que aconteceu com Fabíola. “Minha mãe me ajuda muito. A ideia foi minha e eu participo de cada decisão, mas minha mãe é a maquinista”, explica.
Sem exageros, Fabíola participa mesmo das menores decisões. “Ajudei no design do logo, nas estampas, promoções. Nós vamos construir uma loja nova e eu aprovei a planta”, conta, orgulhosa. Quem entra no site vê que até modelo das próprias peças ela é. E Fabíola entende do produto que vende: “Criamos um maiô de duas peças com um tecido novo, que fazemos com máquinas que vêm da Itália especialmente pra gente. Supriu aquela demanda por um produto confortável e que dê para pegar uma praia sem ser feio”, diz (e depois discorre sobre os mínimos detalhes dos fios, modelagem e fábricas).
A marca é bem consolidada e a empresa gerida por Fabíola e sua mãe exporta para mais de 20 países. A atleta de 37 anos já tem para onde ir depois da aposentadoria, planejada para o fim das Olimpíadas de Londres. Mas 2016 está logo aí e os Jogos serão aqui no Brasil, a aposentadoria é pra valer? “Eu falo que Londres vai ser minha última Olimpíada e provavelmente é, mesmo, mas os Jogos no Rio de Janeiro me deixam muito tentada.”, confessa.
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