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Pesquisa | 15/05/2014 15:13

Mulher presidente tem mais risco de demissão do que homem

Levantamento sobre a movimentação de presidentes de grandes empresas nos últimos 10 anos mostra que frequência de executivas demitidas é maior do que de homens

Stock Exchange

Executiva de gravata

Com "gravata" no pescoço: presidentes mulheres recebem menos apoio

São Paulo – Executivas do topo da hierarquia corporativa que se segurem no cargo. Pesquisa recente da Strategy& com 2,5 mil maiores empresas de capital aberto do mundo aponta que as chances de demissão são maiores para elas do que para os presidentes homens.

A conclusão parte da análise das movimentações de presidentes nos últimos dez anos. Enquanto quase 40% das mulheres foram demitidas do comando de empresas, no mesmo período, apenas 27% dos presidentes homens receberam “bilhete azul” (ou seja, perderam o posto).

O coautor do estudo, Per-Ola Karlsson, disse em entrevista ao Financial Times que a busca por mais mulheres em postos de comando – alavancada por pressões culturais e políticas - leva empresas, muitas vezes, a escolhas ousadas que podem não funcionar.

Conselhos de administração majoritariamente masculinos em sua composição também contribuem para este cenário porque tornam árido o ambiente de trabalho para as presidentes de empresa, segundo também afirmou Karlsson ao Financial Times.

Maioria masculina no conselho pode, em alguns casos, se traduzir em menos apoio à presidente, segundo Karlsson apurou ao longo de conversas que teve com mulheres que ocupam postos de comando.

Pesquisa da Bain &Co. confirma em números o que Karlsson diz ter ouvido de executivas.  Segundo este estudo, 41% das mulheres em cargos de gestão apontam a diferença de estilos entre os gêneros como o principal entrave para suas carrreiras. Some-se a isso ao fato de 88% afirmarem que os chefes são mais propensos a promover ou indicar profissionais com um estilo semelhante ao deles mesmos e o cenário desfavorável à mulher ganha ainda mais força. 

Aliás, os conselhos de administração continuam sendo um “calcanhar de Aquiles” da paridade de gênero entre os executivos. No Brasil, por exemplo, apenas 7,7% das posições em conselhos são de mulheres, segundo estudo do Catalyst.org. Na Noruega, elas estão em 40,9% das cadeiras dos conselhos. 

O perfil dos presidentes de empresa desvendado pelos números

Estudo traça raio-x de presidentes de empresas que assumiram e que deixaram o posto em 2013. Apenas 0,4% dos que chegaram ao mais alto cargo não tem faculdade

Thinkstock

São Paulo – Em tempos de alta rotatividade no mercado, profissionais que almejam a cadeira de presidente da empresa devem fazer o caminho inverso, ou melhor, interno. É que a “fidelidade” à organização conta, e muito, para quem sonha com o posto mais alto na hierarquia corporativa.

A pesquisa “Chief Executive Study”, realizada pela Strategy&, do grupo PwC, mostra que, em 2013, 76% dos novos presidentes de empresa foram promovidos dentro das próprias companhias.

O estudo traça um raio-X dos presidentes das 2,5 mil maiores empresas de capital aberto do mundo. Confira os principais números da pesquisa:

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