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Na seleção da varejista gaúcha Renner, as novidades da etapa online são os questionários com perguntas que avaliam o entendimento do negócio pelo candidato. Por meio de um aplicativo criado no Facebook, eles são convidados a fazer uma retrospectiva de seu último ano postando fotos e comentários.
Para Cristina Roggia, gerente de RH da Renner, o maior uso das mídias sociais na atração e seleção de trainees tem uma dupla vantagem. "Por um lado, conseguimos atingir um número cada vez maior de jovens, estejam eles onde estiverem", diz ela, referindo-se às 140 000 visualizações que a página do programa teve fora do Brasil. "Por outro, conseguimos realizar uma seleção mais criteriosa de um número maior de pessoas".
Para Manoela Costa, diretora da consultoria Page Talent, a grande virtude das novas ferramentas tecnológicas de seleção é permitir simulações. "Podemos criar ambientes virtuais nos quais é possível desenvolver atividades relacionadas à realidade da organização em que o jovem vai trabalhar. Isso nos permite avaliar, de forma relativamente fiel, como o candidato toma decisões e se elas correspondem aos valores da empresa", diz.
Manoela também concorda que, atualmente, a etapa online é a mais importante. "Se não for aprovado nela em que mais de 80% das pessoas são eliminadas , ele nem terá chance de participar das etapas presenciais", alerta. Por isso, ela aconselha uma dedicação com o máximo afinco a essa fase.
"Estude a cultura da organização, assista aos vídeos e às entrevistas disponibilizados pela companhia, aproveite os chats com ex-trainees para conversar com quem já trabalha na empresa. E o principal: não se autoboicote; complete todas as atividades, porque o que vai definir quem será aprovado não são os pré-requisitos do currículo, mas o grau de aderência do perfil pessoal ao da organização", afirma Manoela.
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