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Até os 30 anos, a paranaense Alessandra Fontana, hoje com 36, trabalhava como jornalista. Durante um mestrado em relações internacionais, em Londres, começou a estudar países pobres e em desenvolvimento. Decidiu largar o jornalismo, permanecer no exterior e redirecionar a carreira. "Queria ajudar as pessoas de uma maneira bem prática", diz.
Em 2007, ela começou a trabalhar no instituto anticorrupção Christian Michelsen, na Noruega. Na entidade, ela coordena um centro que fiscaliza como governos de nações pobres usam os envios financeiros de oito nações ricas. Caso a verba esteja sendo desviada, seu grupo age para conscientizar a população local de que existe um dinheiro que deveria estar chegando até ela.
O que move Alessandra é o propósito de ajudar. Quando volta para casa, na Noruega, traz histórias bonitas e tristes na bagagem. "Às vezes, retorno de alguns países tão desapontada que penso em desistir. Ao mesmo tempo, se não tiver ninguém que faça o que faço, nada vai mudar", completa.
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