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Daniela Biancardi, de 36 anos, desde criança teve o lado artístico apurado. Aos 14, começou a fazer aulas de teatro e um fato triste a empurrou de vez para a vida de artista: a morte do pai. "A arte era o que me nutria", diz. De uma família de comerciantes, Daniela via nos irmãos a paixão pelo que faziam. "Fui buscar a minha paixão também."
A paulista formou-se na Escola Superior de Artes Célia Helena, e passou uma temporada de estudando na França e na Itália. "A palhaça emergiu falando francês. Mas ela sempre esteve dentro de mim." Daniela tornou-se palhaça profissional.
Quando voltou, envolveu-se em projetos sociais. Até que, em 2006, foi convidada para fazer parte da ONG internacional Palhaços Sem Fronteiras. Daniela foi para países africanos, como África do Sul e Lesoto, onde cerca de 70% da população tem HIV e grande parte das crianças é órfã.
"Lá tentávamos trazer um mínimo de celebração da vida. Se uma criança vê um palhaço brincando com o outro, quer brincar também." Seu próximo plano é montar uma sede da ONG Palhaços Sem Fronteiras no Brasil.
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