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São Paulo - Aos 23 anos, o paulistano recém-formado em computação Denilson Shikako, hoje com 34, se viu diante de uma tragédia familiar. Seu pai foi assassinado em uma tentativa de assalto no Capão Redondo, bairro que já foi um dos mais violentos da cidade de São Paulo. Num primeiro impulso, a família decidiu vender tudo e sair do país. "Alguns amigos me mostraram que fugir da situação não mudaria minha dor."
Para superar a tristeza, Denilson usou uma técnica que já ensinava em escolas e empresas quando dava palestras sobre inovação: parar e pensar o que poderia fazer. Então surgiu a ideia de montar a Fábrica de Criatividade, projeto social no qual as pessoas da comunidade aprendem sobre arte, sustentabilidade, teatro e música.
A família de Denilson bancou a metade do investimento de 1 milhão de dólares com o que havia guardado para sair do país. Desde 2007, quando foi criado, o espaço já atendeu mais de 30 mil jovens. Hoje Denilson administra o projeto e dá palestras sobre criatividade e inovação em grandes empresas.
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