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Entrevista | 04/09/2012 16:42

Google: por trás da informalidade, há muita pressão

Profissionais de todo o planeta querem trabalhar no Google, mas por trás da informalidade existe muita pressão, afirma o ex-diretor de marketing da empresa de buscas

Fernanda Calgaro, da

Getty Images

Fachada do Google

Google: "O Google tornou-se famoso por não ter hierarquia", diz o funcionário número 59 da empresa

Londres - Já na entrevista de emprego, o americano Douglas Edwards, na época aos 41 anos, se deu conta de que o Google não era uma empresa convencional. Metido numa roupa de hóquei, Sergey Brin, um dos fundadores, pediu que escolhesse um assunto complexo e o explicasse. Douglas falou sobre a teoria do marketing e conseguiu a vaga. De 1999 a 2005, foi diretor da área no Google. Quando começou, eram algumas poucas dezenas de funcionários.

Ao sair, cinco anos depois, tinha se tornado um homem rico graças às ações que recebeu da companhia e que valorizaram mais de 2 000% no período. Hoje, aos 53 anos, Douglas conta detalhes de sua passagem pelo Google no livro Eu Sou um Sortudo! Confissões do Funcionário Número 59 do Google!, previsto para ser lançado no Brasil no primeiro trimestre de 2012 pela editora Novo Conceito. De Londres, ele deu entrevista exclusiva a Você S/A.

De fora, o Google dá a impressão de ser um lugar descontraído e criativo. No entanto, o senhor comenta no livro da constante pressão para mostrar resultados. A imagem usual que se faz da empresa está errada, então?

Douglas Edwards: É um ambiente amigável, mas vai lado a lado com o sentimento de obrigação que temos em produzir muito e bem, já que temos todos esses benefícios como recompensa. As comidas e as massagens fazem você se sentir culpado se não produzir nada. E, ao olhar em volta, com pessoas tão produtivas e espertas, você quer também mostrar resultados, não quer desapontá-las.

Como é a progressão na carreira lá dentro?

Douglas Edwards: As pessoas recebiam promoções, mas não com muita frequência. Acho que levou muito mais do que um ano até eu receber a primeira promoção, e só aconteceu porque era o único que tinha sobrado. O outro gerente de marketing tinha saído. E descobri só há pouco tempo que eles chegaram a chamar uma terceira gerente de marketing, mas que nunca começou. Eu fazia o trabalho de três pessoas. Então, não foi algo como: “Você está fazendo um ótimo trabalho, vamos promovê-lo a diretor”.

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