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Horas extras vão fazer parte da rotina. Três primeiros meses na nova função são os mais importantes, dizem especialistas
São Paulo - Depois de muita dedicação e trabalho duro, veio, enfim, a promoção. Com isso, você já se despede dos tempos em que a sua responsabilidade na empresa estava limitada ao seu próprio trabalho.
Você começa se preparar para ir além. E os verbos liderar, orientar, gerenciar começam a ser conjugados. No entanto, a alegria de assumir a nova posição traz aquele incômodo frio na barriga. Será que vou dar conta?
Ficar algumas horas a mais no escritório certamente vai fazer parte da nova etapa da carreira. Afinal, maior carga de trabalho, pressão e cobranças são aspectos inerentes ao novo desafio profissional. Mas, a tão esperada promoção decreta mesmo o fim da qualidade de vida?
Para alguns isso é muito comum, diz Vilella da Matta, fundador e presidente da Sociedade Brasileira de Coaching. “Muitas pessoas não conseguem gerenciar o próprio tempo e acabam não sabendo equilibrar as atividades do dia adia no trabalho e na vida pessoal”, diz.
No entanto, é possível atingir resultados e continuar com uma rotina saudável, dentro e fora da empresa? Confira o que dizem especialistas consultados por Exame.com:
Desequilíbrio temporário
Na opinião da diretora de Negócios da LHH|DBM, Irene Azevedo a má notícia é que, sim, haverá um desequilíbrio. A boa notícia, diz ela, é que é possível que seja por apenas um período. “Os primeiros 90 dias vão necessitar de uma maior flexibilidade, provavelmente vai ter que deixar algumas coisas de lado”, diz.
Para Vilella da Matta, é durante os três primeiros meses que os holofotes se voltam para o recém-promovido ou recém-contratado. “É muito importante identificar se o profissional vai atender às expectativas dentro dos parâmetros que a empresa acredita ser necessário para exercer o cargo”.
“É o período em que você vai fazer a leitura da cultura da organização”, diz Irene. Entender o que se passa e definir as metas são os primeiros passos, na opinião da especialista.
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