Aguarde...
Leitura 25 livros que ajudam a recuperar a motivação para o trabalho
Oportunidades 44 empresas selecionam para trainee e estágio
Comportamento5 dicas para construir sua reputação em 30 segundos
ComportamentoSheryl Sandberg diz que mulheres podem chorar no trabalho
Dicas Como vender ideias (quando você não é persuasivo)
Disfuncionais11 comportamentos que fazem a carreira sair dos trilhos
Trajetória A carreira de David Beckham nos gramados em 10 fotos
Salários Quanto ganham os presidentes de empresas mais bem pagos
FutebolAos 38 anos, Beckham anuncia aposentadoria no PSG
Novatos 6 fantasmas que podem assombrar chefes de 1ª viagem
São Paulo – Parece história de cinema, mas não é. Fernando Telles começou sua carreira como atleta quando foi descoberto por um olheiro enquanto saltava das pedras do Rio de Janeiro.
O futuro esportista olímpico tinha 16 anos quando passou a treinar salto ornamental com o Fluminense. Em menos de dois anos ele estava indo para sua primeira Olimpíada, em Melbourne, na Austrália, nos Jogos de 1956.
Não que o esporte estivesse muito longe antes disso: “Salto ornamental foi uma casualidade na minha vida e me dá muita satisfação. Eu já fazia faculdade de Educação Física. Nada foi muito planejado, mas o que eu gosto mesmo é de esporte”, diz Telles.
E apesar da falta de incentivo no Brasil, o saltador foi a outra Olimpíada, dessa vez a de Roma em 1960. “Eu trabalhava 8 horas por dia como assistente de escritório na primeira vez e, quando fui para Roma, já era professor de educação física. Sempre fui sozinho, sem técnico, por conta. No Brasil não existe isso de atleta profissional, é raro.”, fala o saltador.
“A faculdade de Engenharia veio depois das Olimpíadas: eu queria um desafio”, conta Telles. E por que não se tornar técnico de salto ornamental? “Era uma carreira muito mal remunerada e eu já tinha feito um curso técnico de engenharia eletrônica, a área me interessava”, explica.
Como muitas outras coisas na sua vida profissional, a Engenharia Civil também não foi planejada: “Era a única que tinha”, ri. Mas deu certo.
O ainda atleta (Fernando Telles não perde a oportunidade para saltar, seja em competições com sêniores na Itália ou no trampolim da sua piscina em casa: “Quer que eu coloque um calção e pule?”) percebeu que no Brasil não havia uma engenharia especializada em esporte e arquitetura esportiva. “Ajudei com construções no clube e comecei a escrever e divulgar essa área aqui no Brasil”, diz.
Hoje seu trabalho é mais de consultoria (especialmente para esportes aquáticos). “Sempre insisto nos projetos para que eles sejam acessíveis para todos, não só para aqueles já profissionais”, conta. O ex-olímpico vai ajudar nas obras para as Olimpíadas do Rio 2016 e tem uma empresa de comércio exterior, agora tocada por sua filha.
Sobre o esporte no Brasil, o saltador, que é botafoguense e amigo do cartola João Havelange, tem uma grande crítica: “O futebol come tudo”, diz. “Corre muito dinheiro para esporte no país, e ele acaba sendo desviado para o futebol”.
Copyright © Editora Abril - Todos os direitos reservados