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Cursos | 04/07/2012 15:40

Escolas oferecem MBAs sobre países emergentes

As escolas internacionais de negócios agora oferecem cursos para profissionais interessados em países emergentes. Será que vale a pena para você?

Juliana Guarany, da

London Business School

6. London Business School

London Business School: instituição criou um curso cuja temática são novos negócios em mercados em desenvolvimento

São Paulo - As principais escolas de negócios do mundo estão revendo seu conteúdo curricular para os cursos de MBA. Isso porque as economias emergentes, como Brasil, China e Índia, têm despertado maior interesse de investidores, recrutadores e dos jovens de países desenvolvidos. Entre as dez primeiras escolas no ranking do jornal inglês Financial Times, referência para o segmento, todas oferecem cursos voltados para os países emergentes.

A inglesa London Business School criou um curso cuja temática são novos negócios em mercados em desenvolvimento. A americana MIT Sloan Management foi mais longe: fez uma parceria com a escola de negócios russa Skolkovo, a primeira essencialmente focada em cursos para os Brics, sigla para Brasil, Rússia, China e Índia. Os MBAs criados pela Skolkovo pretendem desenvolver líderes e empreendedores para atuar nos países emergentes. O curso tem 45 estudantes por turma e dura 16 meses.

Os alunos começam a estudar em Moscou e depois viajam para Índia, China e Estados Unidos. No Brasil, a Skolkovo conta com um MBA Executivo em parceria com a Fundação Dom Cabral, de Minas Gerais. A escola brasileira recebeu uma turma de jovens da escola russa em março. “Em vez de termos estudos de caso e todas as teorias dos países ricos, contamos com a experiência e a vivência nos próprios países”, diz Stephan Dertnig, diretor de projetos da Skolkovo.

O MBA russo está no início de sua terceira turma. Os primeiros quatro meses do curso acontecem na Rússia e os alunos moram em flats dentro do campus universitário. Essa é a parte mais teórica do programa, com estudos de caso e aulas em classe. Depois disso, seguemse dez meses de projetos reais na Índia e na China tocados por grupos de, no máximo, cinco alunos, além de uma temporada de aulas no MIT, em Boston, nos Estados Unidos.

Em cada país, o foco se volta para uma especialidade local. Enquanto na China os estudantes se debruçam sobre a linha de produção, na Índia o objeto de estudo é o empreendedorismo social e, na Rússia, o relacionamento das empresas privadas com o governo. “É um misto de MBA clássico com coisas que você tem em várias escolas de negócios, e outros dez meses de projetos reais, muito próximos do trabalho de consultoria”, diz Stephan, o diretor da escola.

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