Um estudo realizado pela Cisco revela que as demandas das gerações X e Y por modelos flexíveis de trabalho fazem com que as empresas passem a adotar novas políticas para acomodar e atrair esses profissionais.

A pesquisa faz parte do relatório Cisco Connected World Technology Report (CCWTR) 2014, que analisa o comportamento de profissionais de 18 a 50 anos em 15 países e a importância da tecnologia no ambiente profissional no futuro.

De acordo com o levantamento, cerca de 2/3 dos entrevistados acreditam que uma empresa com modelo de trabalho flexível, móvel e remoto obtem vantagem competitiva sobre outras organizações.

Além disso, 56% dos profissionais de recursos humanos afirmam que seus departamentos já implementaram ou planejam adotar essa medida, enquanto cerca de 1/4 dos trabalhadores das gerações X e Y afirmam que suas empresas já permitem o trabalho remoto.

No Brasil, a tendência também aponta mudanças no modelo tradicional de trabalho.

Apesar de 88% dos profissionais serem obrigados a trabalhar em um escritório de segunda à sexta-feira, 59% dos entrevistados da geração X e 55% da geração Y afirmaram que não se importariam em ter o salário reduzido em troca de mais flexibilidade na jornada de trabalho.

Funcionário “multitarefa”

Nesse cenário de mudanças, um novo modelo de profissional ascende no mercado: o “supertasker” – indivíduo que pode realizar com sucesso mais duas tarefas ao mesmo tempo.

Segundo a pesquisa, 4 em cada 10 profissionais das gerações X e Y se consideram um supertasker.

Para os profissionais de RH, essa qualidade eleva as expectativas de performance nas organizações, sendo que 62% deles acreditam que os supertaskers aumentam a produtividade da empresa.

E cerca de 2/3 dos entrevistados acreditam que até 2020 o supertasking será o atributo mais procurado por suas empresas.

Sempre conectado

Em compensação à flexibilidade nas jornadas de trabalho, o relatório da Cisco revela que as gerações X e Y estarão cada vez mais conectadas com seus empregos.

Mais da metade dos profissionais entrevistados afirma que está disponível e pode ser acessada para trabalho 24 horas por dia e sete dias por semana, e 3 em cada 10 afirmam que podem ser encontrados tanto por e-mail, quanto por telefone.

O levantamento também mostra que os brasileiros utilizam entre 10 e 19 aplicativos todos os dias, e chegam a preferir perder a carteira ao celular.

Além disso, 7 em cada 10 profissionais de RH acreditam que os funcionários da Geração Y são capazes de realizar tarefas com mais agilidade ao utilizar seus dispositivos móveis e aplicativos em vez de computadores e notebooks.

Quanto aos dispositivos vestíveis, a maioria dos entrevistados acredita que até 2020 o aparelho conectado mais importante de um profissional será o smartphone.

No Brasil, os profissionais também afirmam que usariam um “wearable” para o trabalho e para a vida pessoal no lugar de um desktop.

Tópicos: Empresas, Geração Y, Mercado de trabalho