São Paulo – Ao contrário do que especialistas de carreira sugerem por aí (e confirmando o que muita gente prova na pele ou na conta bancária), o salário é o fator mais importante para a satisfação de um profissional, segundo pesquisa do Ateliê de Pesquisa Organizacional.

Ao todo, 78% dos profissionais entrevistados pela consultoria apontaram o dinheiro como a principal fonte para a felicidade no trabalho. Quando comparados com os paulistanos (73%), os cariocas (84%) valorizam mais este fator.

Mas, como os conselheiros de carreira defendem, um bom salário no final do mês não é tudo. Crescer na carreira e sentir-se realizado também é importante: respectivamente, 45% e 44% votaram nesta opção. Veja o que dá sentido ao trabalho dos profissionais entrevistados.

O sentido do trabalho hoje Percentual
Estabilidade financeiro 95%
O profissional se sente útil 95%
Prazer 95%
Satisfação 93%
Exige muita dedicação 89%
O profissional está acostumado com ele 87%
Dá equilíbrio emocional ao profissional 80%
É uma forma do profissional mostrar quem é 75%
Status 73%

Quando o que está em jogo é o que faz cada pessoa feliz diariamente, o dinheiro vota à tona, segundo o levantamento. Mas outros aspectos também foram apontados, veja:

O que deixa você feliz hoje no trabalho Percentual
Relacionar-se com pessoas 49%
Trabalhar em equipe 41%
Ter desafios 33%
Solucionar problemas 33%
Sentir-se capaz/ competente 28%
Sentir-se à vontade como que faz 24%
Ser reconhecido pelo desempenho 24%

Agora, disputas internas, pressão, colegas falsas e não ter tempo para cuidar de assuntos pessoais são os fatores que mais levam à infelicidade no trabalho, segundo o levantamento.

Os cariocas entrevistados estão mais satisfeitos com o trabalho do que os paulistanos: 85% contra 71%, segundo o levantamento. E as mulheres mais felizes do que os homens: 84% e 75% respectivamente. Na mesma linha, os gestores são mais felizes do que quem não ocupa um cargo de lideraça: 80% contra 76%.

No total, 79% dos entrevistados estão satisfeitos com a própria carreira. Para chegar aos dados, o Ateliê de Pesquisa Organizacional ouviu 200 pessoas do Rio de Janeiro e São Paulo.