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A oferta de emprego é alta e os salários são atraentes
São Paulo - Em 2011, os salários pagos aos profissionais em cargos como gerente financeiro, controller, auditor e analista contábil aumentaram em média 20%, segundo pesquisa da Robert Half, empresa de recrutamento de São Paulo. "Esta é a melhor hora para trabalhar em finanças no brasil", diz daniel Levy, diretor financeiro da Johnson & Johnson para américa Latina. o mercado, no entanto, tem sofrido com a falta de mão de obra qualificada.
Para Ricardo Araújo, diretor da HSM educação, os jovens profissionais de finanças estão chegando ao mercado de trabalho com problemas de formação. "o brasil tem um déficit de conhecimento de matemática muito forte, o que faz com que muita gente ingresse na graduação sem uma base mínima, e isso precisa ser trabalhado", diz Ricardo. essa carência de bons profissionais é uma oportunidade para quem tem facilidade com números e está disposto a investir na educação para atuar na área. Uma vantagem do setor de finanças é a variedade de caminhos possíveis que um profissional pode traçar em sua carreira.
O mercado de capitais é uma das áreas que têm sido muito procuradas por jovens profissionais, atraídos pela perspectiva de boa remuneração variável. "Um bom profissional no setor consegue ganhar de 100 000 a 1 milhão de reais por ano", diz o administrador henrique aguiar, de 31 anos, que começou como operador na bovespa em 2004 e três anos depois, graças a um Mba em derivativos pela bM&F-Universidade de São Paulo, conseguiu emprego como operador de mesa de derivativos do banco espírito Santo de São Paulo.
Mas há outras oportunidades além do mercado de capitais. o brasiliense Marcelo hamú, de 24 anos, quer se especializar em sustentabilidade na área de finanças. o jovem administrador de empresas acaba de termina ra pós-graduação de 360 horas em gestão com ênfase em finanças pela Fundação Dom Cabral, de Minas Gerais, e já busca uma vaga para o mestrado stricto sensu na Universidade Columbia, em Nova York, com início no segundo semestre de 2012. "Sustentabilidade não é só plantar árvores, mas colocar o microcrédito na pauta de um grande banco, por exemplo", diz Marcelo.
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