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Brasil: número de pedidos de trabalhadores estrangeiros no país cresceu 25,9%
São Paulo - E executivo Bryan Rakowski, de 33 anos, desembarcou no Brasil há quatro meses para assumir o cargo de diretor de marketing da divisão de biscoitos para a América Latina da Kraft Foods. Vivendo em São Paulo, ele ainda luta para superar as dificuldades do idioma — o americano faz aula particular de português três vezes por semana.
Esse está longe de ser o seu maior desafio: "O fato de eu ser um gringo faz com que me olhem de um jeito diferente. Não espero que todos confiem em mim imediatamente, mas que me permitam mostrar o meu valor e o que eu tenho para adicionar ao time", diz.
A fala de Bryan aponta para uma mudança nas relações de trabalho entre brasileiros e estrangeiros. No passado, os executivos de fora chegavam ao país para assumir posições de chefia, como ainda acontece hoje, e vinham de salto alto, pois quase sempre detinham um conhecimento que teria de ser replicado pela subsidiária no Brasil. Esse quadro mudou — parte deles chega ao país, patrocinada pela matriz, para aprender as particularidades da pujante economia brasileira. Na mala, essa turma traz experiências e melhores práticas, e muita vontade de aprender.
Um outro grupo de imigrantes vem ao Brasil por conta própria, para trabalhar como autônomo (veja no quadro abaixo). De acordo com o balanço da Coordenação- Geral de Imigração (CGig), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em 2011, 70 524 profissionais estrangeiros foram autorizados a trabalhar no Brasil. A quantidade de autorizações foi 25,9% maior em relação às 56.006 concedidas em 2010.
"Houve uma curva muito forte de crescimento a partir de 2009. E, das 66 000 autorizações temporárias em 2011, mais da metade é para pessoas de nível superior completo. Também tivemos uma elevação substancial de mestres e doutores", diz Paulo Sérgio de Almeida, coordenador- geral de Imigração do MTE. Segundo o ministério, os estrangeiros estão basicamente em São Paulo, e as empresas que mais trouxeram funcionários de seu país de origem foram as japonesas. Parte deles veio para trabalhar nas montadoras, como o caso da Toyota, que está expandindo suas operações no Brasil.
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