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O chefe deve ser seduzido também? Não existe o risco de parecer bajulador?
Guy Kawasaki: Eu acredito que a atitude mais importante em qualquer parte da carreira é dar prioridade máxima aos pedidos de seu chefe. Sim, o risco de parecer bajulador existe, mas, idealmente, o profissional deveria encantar seu chefe, seus colegas e seus pares. Uma coisa não exclui a outra. Para agradar o chefe, você não tem, necessariamente, que sacrificar seu relacionamento com outros colegas. Existem maneiras de encantar seus colegas também. Acredito que uma das mais poderosas é mostrar a eles que você fará os trabalhos pesados, que você fará o que for necessário pela equipe. Isso estabelece uma relação de confiança.
Quais são os erros mais comuns ao tentar convencer alguém?
Guy Kawasaki: Acredito que um dos grandes perigos é levar para o lado pessoal. Numa relação profissional, o que está em jogo são a meta, a causa, o produto, o cliente. A pessoa nunca é mais importante do que a causa. E isso acontece muito com líderes bem-sucedidos, que acreditam que as regras já não se aplicam a eles. Acreditam ser indispensáveis. As pessoas precisam se lembrar que o foco simplesmente não está sobre elas.
Como quem não quer ser encantado pode se proteger?
Guy Kawasaki: Acredito que seja muito importante saber como resistir ao encantamento. Porque nem todo mundo que tenta encantar quer o melhor para o outro. Se você souber que há situações nas quais é mais suscetível a ser encantado, deve evitá-las. Uma maneira é se perguntar: “Serei feliz com essa decisão daqui a seis ou 12 meses?”. Outro jeito é criar uma lista e evitar a decisão emocional. Digamos que você vai comprar um carro. Então, faça uma lista de itens como localização da oficina, garantia, condições de pagamento. assim, dá para garantir que o que está comprando é o que você precisa.
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