São Paulo – O que vestir? Essa dúvida não se limita à festa de confraternização da empresa. A diferença é que o seu comportamento na festa pode refletir na sua carreira.

Marcele Goes, diretora da Estilo Sob Medida e consultora de imagem pessoal e corporativa, afirma que por mais que seja uma ocasião festiva e o local da festa seja uma boate, por exemplo, a “balada” continua corporativa.

“Mulher erra no decote e no comprimento, já os homens ou ficam formais demais ou tentam inovar fazendo combinações que não caem bem”, explica Marcele.

Combinações de estampas entre camisas e gravatas com personagens de desenhos animados ou temáticos não. “Inevitavelmente pode aparecer uma oportunidade para fazer networking e talvez não seja interessante ser lembrado como o profissional com a gravata de bichinho”, afirma.

Para Lígia Marques, as roupas devem condizer com o seu caráter profissional. Decotes e transparências em excesso não são recomendáveis para as mulheres. Homens devem evitar regatas e bermudas.

Ela sugere trajes informais, mas discretos: calça de sarja, camisa ou camiseta dependendo do estilo da festa. Para mulheres, Lígia indica vestidos e cores alegres durante o dia. Para Marcele, um outro deslize cometido pelas mulheres é se vestirem como se fossem madrinhas de casamento quando a festa não exigia tanta formalidade.

Confira abaixo alguns looks e os comentários da especialista.

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Sex and the City

Os dois da esquerda são ótimos, repare que o segundo vestido tem um tecido com brilho acetinado mas que não se ajusta ao corpo, isso torna este modelo possível de ser usado.

Para uma festa corporativa uma forma de diferenciação mais acertada pode ser o uso de um vestido simples combinado a acessórios mais extravagantes.

O vestido de Sarah Jessica Parker (segunda da esquerda para direita) tem um tecido com brilho acetinado mas que não se ajusta ao corpo.

O vestido preto seria adequado se não fosse tomara-que-caia. O modelo tomara-que-caia depende muito da estrutura do tecido e da modelagem para que comporte totalmente o busto dentro dele e não deixe com o colo exposto demais. Como são muitas variáveis, não é interessante indicar este modelo como uma possibilidade para festas corporativas.

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Leighton-Meester

Um vestido de comprimento no joelho não faz feio em ocasião nenhuma de média formalidade; que é o caso de comemorações corporativas de final de ano em espaços fechados.

O modelo ao lado tem comprimento até o joelho e uma cor suave que foge do preto. Tem detalhes feitos do próprio tecido que o diferenciam de um modelo básico, porém não é volumoso ou apelativamente sexy.

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Brooke Shields

Os vestidos longos realmente não são necessários, a menos que esteja especificado como dresscode padrão da festa.

Supondo que este seja o dresscode da festa, os vestidos devem ser discretos em termos de modelo e detalhes, pois somente a área de tecido do modelo (por ser longo) já chama bastante atenção.

O vestido, apesar de longo é bem simples: tem um tecido que é mais estruturado e não marca muito, o decote não é muito profundo e a assimetria e o bordado são suaves e discretos.

Essas características fazem com que esta roupa chame atenção para a pessoa que o está vestindo, pela elegância e não pela sensualidade ou por atributos de seu corpo.

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Rachel Weisz

O vestido da Rachel Weisz cumpre todos os requisitos recomendados para uma festa da firma: decote discreto, costas fechadas e comprimento até o joelho.

Tem cor e estampa suaves, tecido estruturado e caimento que não é justo demais e não marca o corpo.

Todos estes atributos fazem deste um modelo perfeito para festas corporativas de final de ano, há um pouco de informação de moda no look mas sem fazer com que o foco seja a roupa ao invés da profissional que o está vestindo.

 

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