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Mudanças | 20/07/2012 12:51

Como reconhecer que o seu ciclo na empresa já fechou?

Saiba o momento de mudar de emprego e quando o troca-troca pode ser prejudicial à carreira

Andrea Giardino, da

 

“Quem troca demais de emprego não vai concluir nada. Como, então, essa pessoa explicará na entrevista o que não fez?”, questiona. Para a paulistana Ivelise de Souza, 26 anos, gerente de compras da distribuidora de gás SHV e que atualmente mora no Rio de Janeiro, o fato de ter mudado três vezes de emprego em apenas um ano não chegou a atrapalhar sua carreira. “Se não havia para onde ir, o melhor era buscar novos desafios”, diz. Ela reconhece, entretanto, que deixou projetos no meio. Mas acredita que seus ciclos haviam chegado ao fim nas outras empresas. “Aqui tenho como crescer, já que a holding possui oito empresas e posso me movimentar”, explica.

Reconhecendo os sinais

Quando descobrir se é hora de mudar? Há sinais que mostram o momento certo de começar algo diferente — dentro ou fora da organização. Assim como acontece na vida pessoal, a carreira é formada por ciclos. É essencial reconhecer quando um ciclo se encerra para dar início a um novo. “O maior sinal de que umciclo chegou ao fim é a falta de desafios e de motivação”, diz Marcelo, da Braskem. Permanecer no mesmo cargo por anos a fio sem assumir novos projetos e ter a sensação de que não há mais nada para aprender são alguns indícios de que um ciclo acabou.

Vale a pena fazer um checklist básico. Pergunte a si mesmo: você se sente desafiado e motivado na função atual? Continua com poder de influência dentro da organização? Ainda há o que aprender? Existem perspectivas de crescer? Interromper um ciclo sem arranhar sua imagem é resultado de um exercício constante de autoconhecimento. “Quem passa muito rápido por várias funções e não completa o ciclo, ao ser cobrado depois por decisões estratégicas, não terá maturidade para o tamanho de sua responsabilidade”, alerta Marcelo.

Embora não exista regra para o período de tempo que a pessoa deva ficar no mesmo emprego, headhunters são unânimes em afirmar que com menos de dois anos numa função não é possível fechar um ciclo de começo, meio e fim. Exceção para aqueles que atuam em projetos de prazo determinado. Toda a discussão sobre ciclos de carreira tem sentido quando o profissional recebe propostas que representam um aumento financeiro não muito radical, abaixo de 20% da remuneração total.

Nesses casos, ganhar um pouco a mais não vai compensar a falta de experiência para contar. Para casos a partir desse valor, que sugerem uma mudança mais profunda no padrão de vida da pessoa, é aceitável mudar. Muitas das propostas atuais do mercado cobrem diferenças superiores a 20% do pacote de remuneração. Aí, vale tirar o fim de semana para pensar no assunto, considerando a longevidade do projeto, a cultura da empresa e, o mais importante, se você vai fazer o que realmente lhe dá prazer.

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