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Recrutadores estão acostumados com a reação das pessoas e pegam rápido o que está rolando. “Aja como se fosse uma ligação particular, um operador de call center ou o gerente do banco”, diz Fabiana. “Tem gente que finge ter recebido a ligação de um amigo e chega até a dizer ‘que bom que você ligou’.” Redes sociais tais como o LinkedIn também são boas aliadas para manter a cautela, pois são ferramentas rápidas e práticas para atualizar seu perfil e oferecem uma comunicação discreta com outros profissionais.
Mas fique atento: “As redes facilitam a conexão, mas nada substitui a entrevista aprofundada, porque há muita mentira na internet e as pessoas costumam exagerar no perfil virtual”, diz Gutemberg. Como muita gente tem LinkedIn atualmente, cuidado para não ser ostensivo na rede social. Evite escrever coisas como “em busca de recolocação”, por exemplo. Também será preciso encontrar tempo para o contato pessoal com pessoas da companhia onde você pretende trabalhar e para possíveis entrevistas de emprego — coisas que acabam invadindo o horário de trabalho.
“É importante manter uma relação próxima com os caça-talentos. Recomendo agendar almoços e cafés da manhã periódicos”, diz Gutemberg. É o que faz Marvio Portela, de 34 anos, diretor comercial da multinacional de tecnologia SAS Institute, que procura reservar o horário do café da manhã e do almoço para eventualmente encontrar- se com headhunters. “O café é bom porque compromete menos a agenda do executivo”, diz Marvio.
Além de manter o relacionamento, ele usa os encontros para recomendar amigos e pedir indicações de profissionais para trabalhar junto. “Mantenho um contato bastante frequente e não passo mais de um mês sem uma mínima conversa com cada um deles”, diz Marvio, que se comunica por email, LinkedIn e telefone, mas dá preferência para os contatos pessoais. O sócio da Hound, Rodrigo Miwa, orienta que se tome alguns cuidados ao procurar vagas de emprego.
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