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São Paulo - Com cenários que mudam (drasticamente) na velocidade da luz, o mundo corporativo demanda profissionais capazes de tomar decisões no mesmo ritmo. Mas esta valorização da rapidez e o foco no curto prazo podem estar induzindo toda uma geração ao erro. Ou pior: reduzindo o potencial de ganho das empresas e tornando a vida das pessoas mais infeliz.
Pelo menos, é o que afirma o escritor Frank Partnoy, ex-investidor do Morgan Stanley, no livro “Wait: the art and science of delay” (Editora PublicAffairs), que deve chegar às livrarias americanas na próxima semana.
Com base em pesquisas econômicas e até na neurociência, o autor defende que boas escolhas demandam tempo e um olho no longo prazo. Entenda porquê:
Warren Buffet e a procrastinação
O caso mais contundente (e bem sucedido) desta teoria é ninguém mais, ninguém menos que o megainvestidor Warren Buffet. De acordo com o autor do livro, entre outros fatores, o sucesso do CEO da Berkshire Hathaway e dono da terceira maior fortuna do mundo, segundo a lista de bilionários da Forbes, pode estar no hábito de procrastinar decisões.
“Warren Buffet diz que uma chave para o seu sucesso como investidor é adiar decisões(...) Como ele afirmou, ‘Nós não somos pagos por atividade, [somos pagos] apenas para estar certos. O quanto pudermos esperar, iremos esperar definitivamente’”, cita Partnoy no livro.
Resista ao doce e vire um CEO
A ideia que explica a postura cautelosa de Buffet não é exclusiva do homem que detém uma fortuna de mais de 40 bilhões de dólares. Tampouco da espécie humana.
De acordo com o autor, muitos cachorros podem aprender a suprimir suas reações instintivas de abocanhar um alimento por 10 ou 20 segundos em nome de ter uma comida melhor depois. E, acredite, isso pode trazer mais lições para a sua carreira do que você imagina.
De acordo com resultados obtidos em pesquisas feitas pelo psicólogo Michael Mischel, professor da Universidade de Stanford (EUA), o mesmo senso de autocontrole pode ter levado pessoas que resistiram a uma sobremesa no passado a cargos de liderança, no presente.
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