Como estudar para o concurso se não gosto da matéria?
Respondido por Rogerio Neiva, juiz e professor de cursos preparatórios para concursos

A aprendizagem envolve tanto aspectos cognitivos quanto emocionais. Por isso, durante o tempo de preparação para o concurso público é essencial trabalhar o prazer durante o aprendizado.

Primeiro, procure identificar o quanto útil e importante é o assunto que deve ser estudado. Seguramente, todas as informações previstas no edital têm alguma relevância que vai além da prova.

Por exemplo, ao estudar Direito Constitucional, estará compreendendo regras básicas e fundamentais de funcionamento de nossa sociedade. Desse modo, por exemplo, ira compreender todas as notícias sobre uma discussão do Supremo Tribunal Federal acerca da validade de um ato do presidente da república ou a constitucionalidade de uma lei.

Além disso, é importante procurar sentir e vivenciar o prazer do aprendizado, independente do que esteja estudando.

Lembre-se: todo ser humano conta com estruturas bio-cognitivas voltadas à aprendizagem, inclusive por uma questão de sobrevivência. Ou seja, nascemos e somos biologicamente programados para aprender, de modo que a referida atividade faz parte da nossa natureza. Portanto, não resista ao que é natural: viva esta atitude e se permita sentir prazer pelo que aprendeu.

Por fim, também é fundamental que trabalhe com a lógica do foco no processo de preparação para o concurso, e não com a lógica do foco no resultado. Estabeleça como meta executar o plano de estudos estruturado e neutralize a angústia do resultado.

Encare a preparação para o concurso com essa perspectiva e procure fazer deste um processo leve e prazeroso.

Rogério Neiva, criador do Sistema Tuctor
Rogerio Neiva é juiz do Trabalho, especialista em concursos públicos, professor  e criador do Sistema Tuctor

Tópicos: Comportamento, Concursos públicos, Oportunidades profissionais, Sucesso