São Paulo - Mais de 50% das contratações do Google se dão por indicação de profissionais da casa. A outra metade das vagas é preenchida por candidatos que enviam o currículo online. Em ambos os casos, o procedimento de seleção é o mesmo. Veja quais são as etapas e como se preparar bem.

1 Análise inicial do currículo do candidato

Etapa tradicional no recrutamento de qualquer empresa.

O que o Google considera aqui: avalia-se que escola o candidato fez, que cursos ele realizou e a quais atividades extracurriculares se dedicou. Para os recém-formados, ter experiência profissional não é relevante. Para postos mais graduados, conta a experiência anterior da pessoa.

O que faz a diferença: deixe explícito no seu currículo o alinhamento existente entre o curso que você fez e a área profissional que quer seguir dentro da companhia.

Para isso é importante conhecer minimamente o posto para o qual você está se candidatando. O Google valoriza muito as atividades extracurriculares. Por isso, se tiver feito algo digno de nota, invista algum tempo para demonstrar no currículo por que optou pela atividade, qual o impacto do trabalho para você e para os outros.

2 Entrevista telefônica

Bate-papo com um gestor que procura saber mais detalhes do candidato além dos citados no currículo.

O que o Google considera aqui: o recrutador faz uma análise em cima de quatro dimensões: 1) experiência profissional; 2) característica de liderança; 3) habilidades cognitivas e 4) aderência à cultura.

O que faz a diferença: o candidato deve demonstrar que sabe trabalhar em equipe e também atuar em um ambiente multidisciplinar.

3 Entrevistas ao vivo

O Google usa o método de case, o mesmo utilizado por consultorias como McKinsey, Bain e BCG. É proposto ao candidato um problema e espera-se que ele apresente uma solução. A dinâmica é acompanhada por entrevistadores hipertreinados, de diversas áreas da empresa.

O que o Google considera aqui: capacidade de propor soluções criativas, raciocínio lógico e habilidade de se comunicar bem. Uma vez feitas as análises dos candidatos, são escritos relatórios sobre cada um dos avaliados. No final, juntam-se todos os relatórios, que são enviados ao comitê de admissão.

O que faz a diferença: provar que é capaz de lidar com diversas variáveis ao mesmo tempo. "No Google, as pessoas têm muita autonomia. O profissional aqui vive em um ambiente sem estrutura convencional (sem chefias e departamentos) e sem muitos processos. Nem todo mundo se adapta bem a esse tipo de ambiente de trabalho", diz Deli Matsuo, diretor de RH.

4 Comitê de admissão

Grupo multidisciplinar de googlers que decide se o candidato tem ou não o perfil para a vaga. Uma identificado, esse comitê recomenda a contratação para o Comitê Américas.

O que o Google considera aqui: simplesmente o perfil levantado do candidato nas etapas anteriores.

O que faz a diferença: se além das habilidades técnicas ficar comprovado que o candidato se comunica muito bem e tem alto grau de persuasão, ele ganha pontos.

5 Comitê Américas

A diferença desse grupo em relação ao comitê anterior é que nele entram candidatos de todos os países da América do Sul e da América do Norte.

O que o Google considera aqui: opiniões dos pares e avaliadores.

O que faz a diferença: as impressões que o currículo e as entrevistas do candidato deixaram nos avaliadores.

6 Comitê Global

Formado pelo presidente da companhia, Eric Schimdt, e pelos executivos que se reportam a ele. Esse grupo define as contratações para todos os cargos - de analista júnior a vice-presidente - no mundo inteiro. É sempre o mesmo processo.

O que o Google considera aqui: potencial de desempenho futuro em diversas áreas na organização e aderência aos valores e à cultura da empresa.

O que faz a diferença: a essa altura do campeonato, sorte

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