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Como usar a raiva de maneira positiva no escritório?
Para extrair o melhor da raiva, o primeiro passo é assumir o sentimento, admitir que ele existe e precisa ser controlado. Depois, é necessário entendê-lo: é uma raiva justa? O problema realmente existe ou é fruto da imaginação? Essas perguntas ajudam na racionalização do sentimento e no autoconhecimento. Se você concluir que tem razão de estar ofendido, encare a situação. Converse com o causador da raiva, mostre quais são seus limites e proponha alternativas para solucionar o problema. Fora do escritório, fazer atividades prazerosas, como ouvir música, caminhar ou ir ao cinema, ajuda a relaxar e a encarar os momentos de tensão com mais tranquilidade.
No ambiente de trabalho, ter reações emocionais é ruim?
Não necessariamente. A raiva tem força para impulsionar as pessoas: pode ajudar um profissional a repensar seus planos e a desenvolver novas alternativas. Mas é arriscado tomar decisões sob o efeito exclusivo dos sentimentos. Isso coloca em jogo a credibilidade do profissional, que, por deixar a razão de lado, pode ficar vulnerável e tomar decisões erradas. É preciso se acalmar antes de agir. Caso contrário, a expressão emocional pode parecer, aos olhos dos colegas e da chefia, uma fragilidade.
No dia a dia de trabalho, quais situações mais estimulam a raiva?
Segundo a pesquisa que realizei para o livro, os cinco gatilhos mais citados foram injustiça (levar a culpa por erros dos outros); falta de comprometimento (um colega ou chefe que não cumpre prazos, por exemplo); falsidade (saber que um colega falou mal de outro pelas costas); traição (ter as promessas frustradas) e falta de reconhecimento por parte do gestor ou da empresa.
O que fazer para não explodir com o chefe ou com os colegas?
É um conselho antigo, mas valioso: respire fundo. Inspirar e expirar lentamente durante alguns minutos proporciona a oxigenação do cérebro e o relaxamento do sistema límbico, responsável pelas emoções. Se mesmo depois disso o nervosismo persistir, o melhor a fazer é pedir um tempo para tomar as decisões. Assim, a cabeça esfria, o raciocínio volta ao normal e o profissional não corre o risco de cometer erros por causa de emoções mal trabalhadas.
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