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Nada de interiorizar ou reprimir a raiva: quando bem expressada, ela pode ajudar no desenvolvimento profissional
São Paulo - Apesar de ser um sentimento ruim, a raiva pode ser trabalhada a seu favor, se for bem gerenciada. Quem afirma é a especialista em medicina comportamental Vera Martins, autora do livro Tenha Calma! (Editora Campus/Elsevier).
Nos últimos dois anos, ela ouviu 220 profissionais brasileiros e analisou como eles lidam com essa emoção. Já que a raiva existe - e todo mundo sente -, é melhor aprender a reagir quando ela aparece. Em entrevista, Vera conta como extrair o melhor dos seus momentos de fúria.
No livro, a senhora diz que é um mito pensar na raiva como um mau sentimento. Por quê?
Aprendemos que a raiva ameaça o bem-estar e que manifestá-la pode ocasionar perdas e danos — para nós mesmos e para quem está próximo. É normal acreditar que reprimir esse sentimento é a melhor saída. No ambiente de trabalho, essa crença não só se aplica como é exacerbada. No escritório, as pessoas reprimem a própria raiva ainda mais veementemente. No entanto, quando bem expressada, a raiva pode ajudar no desenvolvimento profissional.
Sua pesquisa mostra que 48% dos profissionais adotam estratégias defensivas quando estão com raiva, como guardar o rancor para si em vez de conversar sobre o assunto, por exemplo. Qual o perigo de atitudes como essa?
O medo de perder o emprego faz com que os profissionais se tornem passivos e interiorizem a raiva. Essa postura é terrível porque aumenta o estresse emocional e os níveis de rancor com a empresa. Os resultados são funcionários desmotivados e ausentes, que fazem pouco esforço para brilhar e crescer na carreira. E, em casos graves, os profissionais podem até entrar em depressão.
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