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Entrevista | 06/04/2012 15:47

Brasileiros já são 10% dos calouros estrangeiros da Universidade Colúmbia

Responsável por parte do processo de seleção da universidade americana diz que paixão de estudantes brasileiros pela instituição é correspondida

Nathalia Goulart, de

Everton Ballardin / Fundação Estudar

Diana Moreinis Nasser

Diana Moreinis Nasser: "Número de estudantes brasileiros em Columbia tem aumentado."

As universidades americanas estão de olho nos bons estudantes brasileiros. Instituições como Harvard e Yale divulgam seus cursos por aqui e deixam claro que alunos com alto desempenho acadêmico e um projeto de vida ambicioso têm lugar garantido em suas salas de aula. A Universidade Colúmbia, de Nova York, também está nesse time. Recentemente, a instituição abriu um centro de intercâmbio no Rio de Janeiro, que vai promover trocas entre pesquisadores, professores e estudantes brasileiros e americanos. A abertura do escritório é reflexo do fluxo crescente de brasileiros rumo à instituição.

"Até 2008, entrevistávamos cerca de 20 brasileiros candidatos a uma vaga em Colúmbia, número que saltou para 60 naquele ano. Em 2011, foram cem candidatos brasileiros entrevistados. Desse total, 15 foram selecionados", diz Diana Moreinis Nasser, presidente do Alumni Representative Committee (ARC) no Brasil, escritório ligado a Colúmbia responsável por parte do processo seletivo de brasileiros que tentam uma vaga na universidade americana. "Se levarmos em conta que 150 estudantes estrangeiros ingressaram na graduação de Colúmbia em 2011, os brasileiros já representam 10% do total de calouros internacionais. Isso é maravilhoso."

Para o ano letivo que se inicia em agosto, mais 15 brasileiros acabam de ser aprovados e outros sete estão na lista de espera, podendo ampliar a participação brasileira no campus. Estudar em Colúmbia, de fato, não é para qualquer um. Décima segunda colocada no ranking de universidades Times Higher Education, o mais respeitado do planeta, a instituição literalmente garimpa talentos pelo mundo para manter a excelência. "O perfil do aluno que interessa a Colúmbia é bem claro: são aqueles que mais se destacam em suas escolas, e não me refiro apenas às notas", diz Diana, colombiana formada em ciências políticas e economia pela própria Colúmbia e que há 23 anos vive no Brasil.

Confira a seguir os principais trechos da entrevista que ela concedeu a VEJA.com.

Tem aumentado o número de brasileiros interessados em Colúmbia?

Sim. Curiosamente senti um crescimento expressivo quando o presidente Barack Obama venceu as eleições americanas, em 2008. Obama é formado em ciências políticas em Colúmbia, e acredito que isso tenha despertado o interesse de muitos brasileiros. Até 2008, entrevistávamos cerca de 20 brasileiros candidatos a uma vaga, número que saltou para 60 naquele ano. Em 2011, foram cem candidatos brasileiros entrevistados. Desse total, 15 foram selecionados. Se levarmos em conta que 150 estudantes estrangeiros ingressaram na graduação de Colúmbia em 2011, os brasileiros já representam 10% do total de calouros internacionais. Isso é maravilhoso. Colúmbia tem a maior população de estudantes internacionais entre as importantes universidade dos Estados Unidos. Temos alunos do mundo todo, e a quantidade de brasileiros admitidos é uma confirmação da qualidade dos estudantes do país e também do alcance global de Colúmbia.

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