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Até 2014, o Brasil enviará 10.000 estudantes à Grã-Bretanha para a realização de graduação e pós-graduação, como parte do programa Ciência Sem Fronteiras. O ganho para os estudantes daqui são óbvios, já que várias universidades britânicas estão entre as melhores do mundo. Mas os britânicos também veem benefícios na parceria. "O Brasil, com sua população jovem, avança para a universidade e a pesquisa. É óbvio que daqui a alguns anos o país terá um número considerável de grandes cientistas", diz em entrevista ao site de VEJA Joanna Newman, diretora internacional da Universities UK, organização que representa as universidades britânicas, e responsável pela assinatura do acordo entre a Grã-Bretanha e as autoridades brasileiras, representadas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). "Acreditamos que a parceira com o Brasil é extremamente valiosa para as nossas instituições e para o nosso futuro." Confira os principais trechos da entrevista concedida por Newman após sua recente passagem pelo Brasil.
Como a senhora avalia as parcerias entre Brasil e Grã-Bretanha até o momento?
Há seis meses, fizemos uma pesquisa com as nossas universidades pedindo que elas nos apontassem que tipo de parcerias elas mantinham com o Brasil e recebemos muitas respostas interessantes. Existe, sim, colaboração nos campos da pesquisa e da pós-graduação, mas sentimos que o intercâmbio de estudantes ainda é muito pequeno comparado ao que desejamos. E essa foi uma das razões que nos fizeram abraçar o programa Ciência Sem Fronteiras.
No âmbito do programa, o que foi acertado?
Nós assinamos um contrato de cooperação diretamente com a Capes e o CNPq. Assim, otimizamos o processo. Em vez de assinar um documento para cada instituição, firmamos um compromisso em nome de todas elas. Na medida em que os estudantes forem sendo selecionados no Brasil, nós trataremos de alocá-los aqui. Esse é o maior programa de mobilidade estudantil do qual a Grã-Bretanha já participou.
O Ciência Sem Fronteiras é um projeto bastante ambicioso. Qual o ponto de vista da senhora a respeito? Sim, ele é audacioso. Admiramos a inciativa porque o Brasil precisa desse empurrão. Um ponto muito positivo dessa empreitada é fazer com que os beneficiados voltem ao Brasil para terminar seus estudos e, com isso, ajudem no desenvolvimento de assuntos centrais nos próximos anos. Ou seja, eles adquirem uma experiência extremamente valiosa no exterior e voltam a trabalhar pelo país.
Quantos alunos do Ciência Sem Fronteiras a Grã-Bretanha pretende receber do Brasil nos próximos anos?
Serão 10.000 no total, sendo que 600 bolsistas cursarão integralmente o pós-doutorado na Grã-Bretanha, 2.500 farão parte desse processo lá e 6.900 são estudantes da graduação, que irão para o país para o chamado "intercâmbio sanduíche".
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