São Paulo - Dados do departamento de imigração na Austrália indicam que somente no último ano fiscal australiano (de 1 julho de 2014 a 30 de junho de 2015) entraram legalmente mais de 13,5 mil brasileiros no país.

“Muitos destes brasileiros trouxeram as suas respectivas famílias e vieram para trabalhar, estudar e viver na Austrália”, diz o consultor imigratório MaCson Queiroz, diretor da M.Quality, empresa de assessoria em imigração e negócios para a Austrália.

O país, diz Queiroz, é receptivo com os estrangeiros e aproximadamente 40% da sua população nasceu fora da Austrália. Além disso, o governo estimula a imigração de profissionais e todo ano divulga uma lista com as profissões mais requisitadas com o objetivo de atrair estrangeiros interessados em viver e trabalhar no país. A última lista foi publicada em julho do ano passado e está valendo até junho deste ano.

Embora, na lista haja majoritariamente ocupações que exigem diploma superior, Queiroz afirma que a falta de formação acadêmica não é impedimento nem para imigrar e muito menos para encontrar oportunidades profissionais.

“As profissões com demanda e que não exigem diploma abrangem os setores financeiro, de tecnologia, agricultura, mineração, comércio, e também há vagas no setor de saúde. Muitos pensam que para trabalhar nesta área é preciso ter diploma. Claro que um médico, sim. Mas há posições em clínica hospitalar, por exemplo, em que não é necessário diploma superior”, diz o diretor da M. Quality.

Agricultores, recrutadores de recursos humanos, gerentes de produção, fazendeiros, gerentes de restaurantes ou de cafeterias e outros profissionais do setor de alimentação também conseguem encontrar boas oportunidades, segundo ele. “Os perfis requisitados para estas vagas são de pessoas que falem inglês e que já têm experiência prévia na área”, diz.

Algumas destas ocupações, de acordo com Queiroz, pagam tão bem quanto aqueles que exigem diploma. “Exemplos são os recrutadores de RH e operadores de máquinas na área de tecnologia e mineração que têm salário anual a partir de 90 mil dólares australianos”, diz.

Salários mais baixos são oferecidos para as funções que não têm experiência como requisito. Em geral, diz o diretor da M. Quality, a remuneração anual dos profissionais que não têm formação superior varia de 45 mil até 150 mil dólares anuais.

Processo de imigração é cheio de detalhes e pode demorar

Apesar de ter bons índices de aprovação, o processo imigratório é complexo. “As leis australianas diferem muito das do Brasil e possuem diversos pormenores”, diz Queiroz.

Tentar disputar vagas sem ter o visto de trabalho é perda de tempo. O caminho deve ser o inverso. “Este é um erro enorme que muitos inadvertidamente praticam, pois a maioria absoluta dos empregadores australianos somente oferecerão um emprego para aqueles que já tenham adquirido os direitos trabalhistas (visto) na Austrália”, diz Queiroz.

O processo de imigração tem tempo variável, dependendo do tipo de visto solicitado, a qualidade da documentação e do número de vagas ofertadas pelo departamento australiano na época da requisição.

“Geralmente, varia de 4 semanas a 18 meses. Para uma pessoa solteira, sem dependentes, em uma categoria de visto temporário, o valor do processo em termos de taxas governamentais será a partir de 1,4 mil dólares australianos”, diz o diretor da M. Quality.

Já as solicitações de visto permanente custam a partir de 6 mil dólares. Interessados em conseguir visto de trabalho para a Austrália podem fazer um teste de elegibilidade gratuito, no site da M.Quality.

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