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São Paulo – De diminutivos a variações óbvias do nome, passando por termos que descrevem um traço hilário (ou não). Atire a primeira pedra quem nunca, na vida inteira, se rendeu a usar um apelido. Mas, no ambiente de trabalho, há limites para esse tipo de atitude.
No Reino Unido, o uso de apelidos durante o expediente foi parar na justiça. Recentemente, um comissário de bordo da British Airways entrou com um processo judicial contra a empresa aérea porque uma colega de trabalho o chamou de “querido” durante um voo.
Segundo Rothstein Williams, o comissário ofendido pelo apelido, chamá-lo de outro nome que não o seu próprio feria os princípios da religião que ele segue. Ele é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia. De acordo com informações do The Telegraph, a justiça britânica rejeitou o pedido de Willians pela falta de bases legais para o processo.
Apesar da decisão judicial contrária ao ofendido, o caso lança luz sobre um traço muito característico da cultura brasileira, mas que necessita de mais atenção e cuidado. “Todo comportamento que causa constrangimento ou outro sentimento negativo corre o risco de ser considerado assédio moral”, afirma Eliana Dutra, da Pro-Fit.
"O Brasil vive um excesso de informalidade e ninguém pensa nas consequências disso", afirma Silvio Celestino, sócio-fundador da Alliance Coaching. "Na cabeça da pessoa, ela até pode estar sendo carinhosa, mas na minha, não. Se estou no ambiente profissional, quero ser tratado com respeito".
Para não cair neste deslize de etiqueta corporativa, ofender terceiros e até manchar sua reputação na carreira, confira algumas regras básicas:
Fique atento ao outro, sempre
Antes de sair esbanjando toda a sua criatividade para denominações, fique atento ao tom que a pessoa do lado de lá dá para a relação. “As pessoas mais espertas chamam os outros pelo nome próprio ou pelo apelido que a outra pessoa pediu para ser chamada”, afirma a especialista.
Aposte na multiforme gentileza
Agora, há quem aposte no uso de apelidos como uma estratégia para deixar a relação mais humana ou (até) pessoal. “A cultura brasileira tem uma excessiva cordialidade que leva algumas pessoas a buscar intimidade com os outros, mesmo quando estes não estão disponíveis”, diz Eliana. A consequência desta postura é a invasão do espaço alheio.
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