Aguarde...
Lista 25 perguntas de entrevista para "quebrar a cabeça"
Oportunidades34 concursos pagam salários de até R$ 22,8 mil
Expectativas 4 dicas para minimizar as frustrações com o novo emprego
PesquisaO que atrapalha a carreira das mulheres, segundo executivos
Exclusivo 13 ex-trainees que viraram chefes contam como chegaram lá
Oportunidades 30 empresas recrutam para trainee e estágio
MIT Software "treina" candidatos para entrevista de emprego
Remuneração Os clubes que pagam os melhores salários para seus atletas
Livro3 perguntas e respostas sobre talento
Dicas de PortuguêsQuando é certo usar o futuro do pretérito?
São Paulo – A paulistana Isabel Pesce mal chegou à casa dos 24 anos e já coleciona uma experiência profissional de deixar muito CEO por aí de queixo caído: quatro diplomas de graduação pelo MIT, um mestrado ainda não concluído no Google e o cargo de sócia-fundadora de uma startup no Vale do Silício, a Lemon, cujo aplicativo de estreia conquistou mais de 1 milhão de usuários em seus quatro primeiros meses.
Ela faz parte de uma turma de jovens brasileiros que aprenderam a conquistar seu espaço na região mais promissora dos Estados Unidos, o Vale do Silício, que abriga empresas badaladas como Google, Facebook e Apple. O brasileiro Mark Krieger, um dos fundadores do Instagram que acaba de ser vendido para o Facebook, é um deles. E, segundo a jovem, ter a “condição” brasileiro na certidão nascimento é uma vantagem na terra que viu florescer gente como Mark Zuckerberg e Steve Jobs.
Com uma porção de ideias e experiências na cabeça, Bel (como prefere ser chamada) se prepara para lançar, em maio, um livro com o que aprendeu nos últimos anos no MIT e no Vale do Silício. Em entrevista a EXAME.com, ela contou os bastidores de como fazer sua carreira decolar no Vale do Silício:
1 Encare não como sim
“A gente tem que ter a chance de transformar qualquer não em sim”, afirma Isabel. Aos 17 anos, ela levou isso a sério enquanto pleiteava uma vaga na graduação do Massachusetts Institute of Technology (MIT). “Eu soube o que era o MIT faltando dez dias para acabar o prazo do processo de seleção”, conta.
Na prática, isso significa que ela já tinha perdido o prazo para cadastro na prova de seleção e entrevista com ex-aluno da instituição. Mas ela não se deu por vencida. Encontrou o endereço da pessoa responsável por essa fase do processo e fez a entrevista sem agendar previamente.
“Eu disse aqui está a minha vida e meu coração. Não sei se foi uma combinação de dó e simpatia, ele aceitou me entrevistar”, diz. E gostou do que ouviu.
Restava fazer a prova. Mas, para isso, tinha que cruzar os dedos para que alguém faltasse no dia do exame – o MIT só envia para outros países o número exato de provas com relação ao número de inscritos. Ela, então, fez plantão na escola aplicadora da prova e, com a ausência de um dos candidatos, conseguiu fazer o teste.
Dois meses depois, recebeu a notícia de que fora aprovada. “Muitas pessoas vão falar que seu projeto não vai dar certo. Mas você precisa estar com a consciência limpa de que tentou ao máximo transformar este não em sim”, diz.
2 Não peça permissão, peça perdão
Proatividade é palavra de ordem dentro das companhias do Vale do Silício. “Você não precisa parar naquilo que mandaram você fazer”, diz a empreendedora. O lema “não peça permissão, peça perdão” corrente nos corredores do Google, segundo Bel, também pode ser aplicado para todo o contexto do Vale do Silício.
Copyright © Editora Abril - Todos os direitos reservados