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Promessas falsas: uma dica para resistir a elas é deixar tudo formalizado e fugir dos prazos indefinidos
São Paulo - Em maio do ano passado, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou que uma indústria do ramo de energia terá de pagar 3.000 reais a um profissional por ter gerado expectativa de contratação. O candidato à vaga de emprego foi entrevistado, teve a carteira de trabalho retida pela companhia de energia, fez os exames admissionais, mas depois de todo o processo foi informado pelo RH de que não seria mais admitido.
Na decisão do TST, a culpa da empresa é presumida “porque o dano decorre da frustração injustificada da promessa de emprego”. “Casos de empresas que geram expectativas de contratação nos profissionais e depois os frustram são muito comuns”, diz Carlos Eduardo Altona, sócio-diretor da Exec, empresa de recrutamento de executivos, de São Paulo.
Entre as razões para isso estão o desespero para atrair pessoas, a desorganização da gestão e as medidas de contenção de custos. A origem do problema, porém, está no despreparo de quem faz a promessa e na falta de alinhamento do recrutador, o RH, com o alto escalão. “Em vez dos gestores abrirem perspectivas futuras como possibilidades, alguns são mal preparados e acabam fazendo promessas vazias”, diz Márcia Esteves, sócia da Ofycina RH, consultoria especializada em recrutamento e desenvolvimento de carreira. Confira a seguir alguns casos de promessas não cumpridas e as dicas de especialistas para não ser pego de surpresa.
1 A empresa oferece um salário na proposta de emprego e na hora de contratar declara que o valor é menor
Há duas situações possíveis: ou o gestor mentiu para atrair o profissional ou a estratégia da empresa mudou entre o dia da proposta e a data da contratação. Essas mudanças ocorrem principalmente em multinacionais que têm decisões tomadas longe do Brasil. Em ambos os casos, a decepção é grande. A melhor saída é manter a calma e tentar entrar num acordo.
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