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São Paulo – Antes, quem queria reclamar do trabalho ou de quaisquer fatos do cotidiano teria de se encontrar com amigos para chorar as mágoas ou usar um diário pessoal para desabafar. Agora, muita gente acaba usando as redes sociais para compartilhar essas angústias com os conhecidos e o Twitter se tornou, para muitos, um diário de 140 caracteres.
O problema é que o que ficava restrito a uma mesa de bar ou a páginas de um caderno privado hoje é público. Aquilo que você coloca no Twitter pode ser compartilhado e encontrado por qualquer um com apenas um clique. E pode custar sua reputação e seu emprego.
No caso da estudante de Direito Mayara Petruso, os comentários feitos por ela em 2010, depois da vitória de Dilma Rousseff, custaram caro. Mayara foi condenada, ontem, a um ano e cinco meses de prisão por crime de racismo depois de postar críticas a nordestinos (a quem ela atribuía a eleição da presidente Dilma).
A pena da jovem foi convertida em prestação de serviços comunitários e multa de 500 reais justamente por conta da repercussão do caso. Além de ter sido demitida de seu estágio, Mayara abandonou a faculdade e ficou reclusa em sua casa por seis meses.
Ontem, a ex-vereadora Soninha Francine também teve que se explicar por causa de um tuíte. De maneira quase casual, a política tuitou que ficou sabendo do acidente da linha Vermelha do metrô pelo Twitter, já que pegou a linha verde e a amarela (que atendem regiões mais nobres da cidade). Os termos usados por ela, a gíria “sussa” (sossegado) e a hashtag #mtoloco, ficaram entre os assuntos mais comentados do microblog.
Confira nas fotos acima outros casos de tweets comprometedores.
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