Poses de Pinóquio

São Paulo - Você pode ser uma pessoa muito atenta e perspicaz, mas as suas chances de pegar um mentiroso no flagra são relativamente baixas.

É o que diz o especialista em comportamento Paulo Sergio de Camargo, autor do livro “Não minta para mim: psicologia da mentira e linguagem corporal” (Summus Editorial, 2012).

Segundo ele, um leigo em linguagem corporal costuma acertar apenas 50% das vezes em que tenta identificar um mentiroso pela sua postura. Mas nem os especialistas mais tarimbados acertam sempre: suas chances de sucesso costumam girar em torno de 65% ou um pouco mais.

A principal dificuldade está no fato de que os sinais da mentira muitas vezes se confundem com vestígios de timidez, ansiedade e nervosismo. É o que Camargo chama de “erro de Otelo”, em referência ao clássico personagem de Shakespeare. Em vez de medo, o protagonista da tragédia enxerga traição nos olhos de sua mulher, Desdêmona, e comete uma terrível injustiça.

Na vida real, os erros de cálculo também costumam ser frequentes - ainda mais se você está envolvido emocionalmente na situação.

A vantagem do especialista que analisa vídeos ou entrevista réus, por exemplo, é que ele não tem uma relação direta com o mentiroso.

No cotidiano do trabalho, porém, os sentimentos e expectativas que você alimenta em relação ao seu interlocutor podem “nublar” o seu julgamento sobre a honestidade dele - para o bem ou para o mal.

Ainda assim, há certos sinais clássicos que costumam trair os mentirosos. Eles foram compilados após décadas de pesquisa científica sobre o assunto, e são descritos no livro “Não minta pra mim: Psicologia da mentira e linguagem corporal”, de autoria de Camargo.

Clique nas imagens a seguir para conhecer alguns desses sinais - mas lembre-se de aplicá-los com parcimônia:

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