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Outro critério fundamental é verificar se o programa de MBA brasileiro possui acreditação internacional de entidades como AACSB (Estados Unidos), Equis-EFMD (Bélgica) e Amba (Reino Unido), que têm um trabalho rigoroso de avaliação dos programas. "É um diferencial porque, para ser acreditado, o curso tem de atender a uma série de critérios rígidos e é preciso investir muito em qualidade para conquistá-los", diz Maria Tereza Fleury, diretora da Escola de Administração de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (Eaesp-FGV), que tem dois cursos acreditados.
De especialista a gestor
Formada em medicina, Marisa Sanvito, de 48 anos, é diretora executiva de operações da Quintiles, múlti farmacêutica, em São Paulo. Resolveu investir num MBA Executivo porque percebeu que havia espaço nas empresas para médicos com conhecimento em gestão. Em 2008 ela concluiu o curso da Fundação Dom Cabral, em Minas Gerais.
"Não tive aumento de salário nem promoção; não era minha preocupação. Meu objetivo era ter a possibilidade de crescimento em gestão, e isso aconteceu", diz Marisa. Tão importante quanto o conteúdo e a certificação é entender como ocorre a seleção de candidatos para o curso.
Para ser aprovado, o profissional deve passar por testes de habilidades lógicas, conhecimento de mercado, inglês e análise da experiência profissional. Podem haver outros critérios de filtro, com o objetivo de formar turmas coesas. O Insper, de São Paulo, por exemplo, exige também adesão a um código de ética da escola e experiência mínima de cinco anos como gestor.
Além disso, o aluno deverá passar por uma entrevista de admissão e ter o nome aprovado por um comitê. Em outras palavras: um programa de MBA Executivo bom deve ser difícil de entrar e difícil de sair. Optar por caminhos mais fáceis pode ser o barato que sai caro no final.O profissional corre o risco de pagar muito e ter pouco retorno tanto em aprendizado quanto em reconhecimento do mercado.
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