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Thomas Robertson, reitor da Wharton School, dos Estados Unidos
São Paulo – Energia, sustentabilidade e soluções verdes são questões que estão em alta no mundo dos negócios, de acordo com Thomas Robertson, reitor da Wharton School, ligada à Universidade da Pennsylvania nos Estados Unidos. A Wharton School, fundada em 1881, foi a primeira escola de negócios do mundo, e está entre as top 3 da lista dos melhores MBAs globais, segundo o Financial Times.
Em visita à America Latina, com passagens ao Rio de Janeiro e Buenos Aires, Robertson ressaltou a importância para um profissional global de pensar fora da caixa e ter ideias inovadoras.
Em entrevista a EXAME.com, o reitor também falou sobre a importância que executivos façam uma imersão em diferentes países do mundo para conhecer o mercado e a cultura de países do BRIC, como o Brasil, China e Índia.
Confira trechos da entrevista:
EXAME.com: Para um executivo, qual a importância de ter uma imersão em diferentes países do mundo?
Thomas Robertson: É óbvio dizer que o mundo é um lugar interligado, mas às vezes não é tão óbvio dizer a qual país determinada empresa pertence. Uma vez que a produção é em um país, a comercialização em outro e os projetos em outro. Eu acho muito importante tanto para executivos brasileiros quanto norte-americanos que sejam expostos aos mercados da China e da Índia. Para ser um profissional global é um fator essencial.
EXAME.com: A Wharton trabalha com três áreas estratégicas: impacto social, presença global e inovação. Por que essas questões são relevantes para um profissional de negócios?
Robertson: Os negócios mudam repentinamente, há 20 anos quando os alunos de MBA se formaram eles não foram trabalhar com internet, tecnologia verde, informática ou biotecnologia. E por isso é muito importante para nós educar os alunos para que eles sejam inovadores. Temos orgulho em estarmos na Filadélfia, em São Francisco, mas também temos representantes nos países mais importantes do mundo como Brasil, China e Índia. Nossa missão é educar para que nossos alunos possam sair e criar valores econômicos. Esperamos também que os novos conhecimentos possam beneficiar a sociedade como todo.
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