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Cursos | 20/06/2012 18:24

Escolas estrangeiras: como pagar a conta?

Um MBA no exterior faz diferença no currículo, porém, é para poucos. Mas existem alternativas para ganhar experiência internacional

Vinícius Cherobino, da

Divulgação/EXAME.com

IMD Suíça Genebra Negócios

Campus do IMD, na Suiça: MBA no exterior tem maior impacto na carreira

São Paulo - Os MBAs internacionais são a experiência de educação mais cobiçada (e cara) no mercado de educação executiva. O diploma de uma escola de negócios de renome mundial vai chamar a atenção em qualquer currículo. Além disso, o curso lá fora indica que a pessoa tem formação sólida e aponta para uma experiência internacional expressiva. Mas chegar lá é complicado. Primeiro, o processo de seleção das universidades é bastante duro.

Normalmente, há a exigência de comprovação de fluência em idioma estrangeiro (Toefl ou Ielts, para inglês, e Dele, para espanhol)e uma prova de conhecimentos de administração, sendo o GMAT a mais famosa delas. O profissional também precisa enviar uma série de documentos: cartas de recomendação, currículo e ensaios contando suas experiências. Todo esse material deve ser preparado com antecedência e revisado cuidadosamente, já que define as chances de aprovação.

Estudar fora custa caro. O preço dos cursos varia muito de escola para escola, sendo que os mais caros podem chegar a 60 000 dólares por ano. Somadas hospedagem e alimentação, os valores podem facilmente dobrar. Há opções de bolsas de estudo para quem não tem condições financeiras. No entanto, há exigências e requer planejamento ainda mais antecipado, de até um ano.

Entre as principais entidades que concedem bolsas a brasileiros estão o Consulado Britânico, a Fundación Carolina, o Instituto Ling e a Fundação Estudar. Existem opções de financiamento em bancos vinculados às escolas, mas fique atento aos juros. O engenheiro Gustavo Queiroz, de 34 anos, executivo da Flora, empresa do grupo JBS-Friboi, está prestes a concluir o Executive MBA de 960 horas na americana Kellogg School of Management.

Ele optou por uma modalidade part time, na qual as aulas ocorrem durante uma semana a cada mês, o que o faz viajar com essa frequência para os Estados unidos. além disso, ele tem teleconferências semanais sobre o curso, trabalhos acadêmicos constantes e a exigência de leitura de dois a três livros por bimestre. "Queria estudar, mas não tinha como ficar parado por dois anos", diz. O curso custa cerca de 350 000 reais, que ele paga integralmente.

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