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As escolas brasileiras já perceberam que experiência internacional é uma demanda dos profissionais brasileiros e procuram oferecer algum tipo de compensação. Os cursos brasileiros de MBA mais tradicionais, oferecidos por escolas como Insper, FIA, Fundação Dom Cabral e Business School São Paulo, já dispõem, por exemplo, de aulas em inglês e módulos no exterior durante ou após o término do programa.
A FGV-Eaesp possui um curso, o OneMBA, que é ministrado simultaneamente em quatro países diferentes. Escolas estrangeiras que atuam no Brasil também oferecem esse diferencial. É o caso da Universidade de Pittsburgh, americana, e da Iese Business School, espanhola. É uma compensação, mas não se equipara à experiência de morar fora do país. "Esses cursos permitem que o aluno viaje e tenha uma experiência internacional limitada", diz Vivianne.
Falta de prestígio
No fundo, o grande problema dos MBAs brasileiros é a falta de prestígio no mercado. As opiniões sobre esses cursos entre executivos e recrutadores variam entre negativas e neutras. Raros são os elogios. Isso se deve à falta de uma padronização dos cursos, que oferecem conteúdos com diferentes profundidade e carga horária, que variam de 300 a 600 horas. E mesmo as melhores escolas ficam atrás de escolas estrangeiras.
Como o programa feito no Brasil é a opção da maioria, a formação acadêmica nunca é um fator determinante na contratação de um executivo no mercado local. "Aqui, o que se analisa é a experiência do profissional", diz Fernando Mantovani, diretor da Robert Half, empresa de recrutamento, de São Paulo. "Algumas multinacionais exigem profissionais formados numa das escolas mais renomadas ou optam pela escola mais charmosa na comparação entre dois currículos", admite Fernando.
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