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Formação | 28/06/2012 14:13

Como escolher uma pós para sua carreira

No currículo, um MBA no exterior vale mais que um curso feito no Brasil. Mas abandonar o emprego nesse momento não parece muito bom para a carreira. O que fazer?

"Mas ele precisa parar para refletir se é isso que deseja da vida, pesando os sacrifícios que um presidente tem de fazer." Se não for seu caso, talvez seja melhor esperar mais um pouco para sair do país. Ou fazer uma pós-graduação nacional, de escopo mais modesto, mas que proporcione atualização para lidar com algumas situações do trabalho. Outro motivo para sair do país é fazer um mestrado numa área em que há pouca pesquisa nacional.

Esse dilema é frequente em carreiras mais técnicas e tem afetado, por exemplo, profissionais do setor de petróleo e gás. "Nesses casos, a pessoa pode sair tranquilamente porque vai retornar com um conhecimento que não existe no mercado brasileiro", diz Marcelo. Um alerta que os recrutadores fazem é escolher bem o curso no exterior. Sair para fazer uma faculdade desconhecida terá efeito pior que uma conhecida brasileira.

Custará caro e o profissional carregará o ônus de ter ficado fora do mercado por um longo período. "O que chama a atenção no currículo é a escola de renome internacional", diz Monica Longo, diretora de recursos humanos da Nivea, fabricante de cosméticos. "Uma escola estrangeira desconhecida terá o mesmo peso de uma nacional."

Antes de fazer um MBA, você deve ter:
Experiência profissional
Objetivos profissionais definidos
Inglês fluente
Perspectivas de assumir um cargo de gestão
Reserva financeira compatível

E no Brasil?

As pós-graduações em administração e os MBAs oferecidos no Brasil têm um formato diferente, que permite ao profissional fazer o curso sem ter de abandonar o emprego. Desse ponto de vista, são adequados para quem quer melhorar os conhecimentos como gestor, mas acha que as oportunidades de carreira que estão aparecendo são muito boas para sair do jogo agora.

"Não é um bom momento de os brasileiros deixarem o país para estudar", diz Anne Nemer, diretora do MBA Executivo da Universidade de Pittsburgh, que oferece programas em São Paulo. Mas esse argumento também pode ser ponderado. Para Vivianne Wright, sócia da MBA House, empresa que prepara profissionais para as provas de admissão em escolas de negócio estrangeiras, a tendência é que, com a realização da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos e com grandes projetos de infraestrutura na agenda de investimentos públicos, a economia permaneça em expansão por um tempo maior do que dois anos.

Isso daria ao profissional a possibilidade de sair agora, estudar fora, voltar com o diploma e ainda pegar o mercado em boa situação. "Ele chegaria valorizado num momento excelente", diz Vivianne. Uma vantagem que os MBAs internacionais proporcionam é a convivência com diferentes culturas. Nas melhores escolas, existe a figura dos estágios em empresas durante as férias de meio de curso, o que permite que o aluno inclusive trabalhe no exterior.

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