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No caso do concurso de empreendedorismo, por exemplo, os estudantes devem desenvolver um projeto com estudantes de outras escolas do MIT. Na vida corporativa real, quem ocupa cargos estratégicos, geralmente, tem que lidar com pessoas de diferentes áreas e com habilidades distintas.
Além de simular esse tipo de vivência de um líder, experiências desse tipo fortalecem a rede de contatos – essencial para todo bom líder – e viram uma vitrine do seu trabalho para o mercado. “Assim, você não precisa saber a resposta para tudo. Porque quando não souber terá como recorrer aos ‘papas’ no assunto”, afirma Furtado.
Além (muito além) do campus
As escolas de negócios americanas oferecem diversas opções de intercâmbio em instituições fora dos Estados Unidos. “Muita gente não vai porque pensa ‘estou pagando uma grana para ficar nesta universidade para ficar uma temporada em outra não tão conceituada’”, lembra Furtado, que estudou 2 meses na China, enquanto fazia o MBA em Kellogg.
Erro crasso. “Além de ampliar sua rede de conhecidos para outra escola, se um dia você for fazer negócios naquele país, consegue aliar interesses”, diz.
Além do “cargo” de esposo e esposa
Algo muito comum entre os estrangeiros que vão fazer um MBA nos Estados Unidos é ir junto com seus respectivos cônjuges. Em boa parte destes casos, muitos deles se casam tendo em vista as questões de visto para o parceiro.
Norton Lara e Miriam Waismann são um exemplo disso. Eles já viviam juntos, mas decidiram se casar no papel por conta do MBA de Norton. “Eu brincava que o Tio Sam estava casando mais gente do que Santo Antônio”, afirma Norton Lara, consultor da Spencer Stuart e ex-aluno do MBA de Kellogg.
Sorte de Norton. “Minha experiência acadêmica foi excelente, mas comum. Eu me integrei muito melhor com os estudantes e com a universidade por causa da minha esposa. Até hoje sou conhecido como o ‘Miriam´s husband’ ou esposo da Miriam”, conta.
Não é para menos. Logo no primeiro ano, Miriam foi escolhida como uma das presidentes no grupo de esposas Joint Ventures. Ela foi a primeira estrangeira a assumir o posto. Depois, começou a trabalhar dentro da própria universidade.
“Eu nunca ficava parada em um lugar, sempre arranjava alguma coisa para fazer”, conta Miriam. “A dica é ficar aberto para todas as novas experiências. Seu esposa ou esposa continuará estudando, você tem que arrumar um jeito de se virar sozinho e fazer amigos”.
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