Christine Lagarde, nova diretora do FMI, terá salário de US$ 468 mil

Ex-ministra de Finanças da França receberá 11% a mais que seu antecessor, Dominique Strauss-Kahn

Washington – O Fundo Monetário Internacional (FMI) vai exigir de sua nova diretora-gerente, Christine Lagarde, padrões de conduta e ética mais firmes do que as de seu antecessor, Dominique Strauss-Kahn, embora vá pagar a ela 11% a mais, US$ 467.940 por ano.

O FMI divulgou os termos do contrato que assinou com a ex-ministra de Finanças francesa, que nesta terça-feira assume o cargo como nova responsável do poderoso organismo multilateral.

Lagarde chegou a seu novo trabalho por volta das 9h do horário local (10h de Brasília), em meio a uma profusão de fotógrafos e câmeras de televisão que a esperavam na porta do edifício do FMI, em Washington.

Após entrar na sede do órgão, cumprimentou formalmente ao até então diretor interino da instituição, o americano John Lipsky.

No contrato, consta que a sucessora de Strauss-Kahn – que renunciou após ser acusado de tentativa de estupro por uma camareira de um hotel – deverá seguir “os mais altos padrões de conduta ética”, com “integridade, imparcialidade e discrição”, e deverá evitar qualquer “aparência de conduta inadequada”.

Nenhuma destas exigências aparecia no contrato assinado por Dominique Strauss-Kahn, que tinha como única condição “seguir os padrões de conduta aplicáveis ao pessoal do FMI”.

A Lagarde também foi feita esta recomendação, mas além disso foi instada a participar “dos programas de treinamento ético” que são obrigatórios para os funcionários.

Salvo estes acréscimos, os termos do contrato assinado pela francesa são praticamente idênticos aos que firmados por seu antecessor em setembro de 2007, exceto no que diz respeito ao salário.

Strauss-Kahn assinou com uma remuneração anual de US$ 420.930, ao que se somava um complemento de US$ 75.350. Agora, cinco anos depois, esta quantia foi elevada para US$ 467.940, com adicional de US$ 83.760.