Diversidade de gênero não é devidamente avaliada na maioria das empresas brasileiras

Das 76% das companhias questionadas que responderam possuírem programas de apoio à diversidade, quase metade não mensura a eficácia dessas ações

São Paulo – A desigualdade de gênero têm sido uma questão muito debatida pelas empresas, que cada vez mais têm implementado políticas para fortalecer a equidade entre homens e mulheres. Mas qual é o real impacto dessa mobilização? Uma pesquisa realizada recentemente pela Top Employers Institute Brasil, empresa de certificação global, mostra que 76% das companhias brasileiras avaliadas afirma possuir ações de apoio à diversidade de gênero, mas 34% dessas mesmas empresas admitiu que não avalia regularmente a eficácia de tais programas, não se preocupando em analisar a evolução e o resultado das ações. 

O estudo, realizado com mais de 1 200 empresas de diversos segmentos, relatou ainda que, enquanto em 2015, 69% das companhias tinha como prioridade colocar mais mulheres na gestão, em 2016 esse número diminuiu para 66%. 

Também foi constatada a diferença de análise de tais programas em diversas regiões pelo mundo. Na América Latina, por exemplo, 80% das organizações diz apoiar a diversidade de gênero, mas 36% não busca entender a efetividade dos programas voltados ao assunto. Já na Europa, 69% investe em ações de inclusão da mulher, mas 41% não avalia os resultados. Globalmente, mais de 73% das empresas apoia o equilíbrio entre os gêneros, no entanto, 36% não mensura os resultados.