Como funciona a prova de admissão mais comum para pós no exterior

Descubra como funciona e como se preparar para o GRE - o exame mais pedido para admissão ao mestrado em universidades ao redor do mundo.

Se você está planejando fazer um curso de pós-graduação – ou graduate courses – no exterior, provavelmente a universidade exigirá o GRE como um dos requisitos de admissão. Enquanto o GMAT continua sendo o mais pedido por programas de MBA ao redor do mundo, o GRE se consolidou como o mais pedido para admissão em mestrados. Hoje, porém, cerca de 250 escolas de negócios também aceitam o GRE para admissão ao MBA. Confira aqui as diferenças entre os dois exames.

Trata-se de um exame padronizado, semelhante ao GMAT, que pode ser específico para áreas – como Biologia, Matemática ou Literatura – ou Geral. Em ambos os casos, o teste é realizado por computador, em um centro de aplicação, e tem duração total de 4 horas. O exame é realizado diversas vezes por mês em várias cidades do Brasil, e a inscrição pode ser realizada online – há uma taxa de 205 dólares para realização do exame.

Em 2011, o GRE foi reformulado e passou por alterações tanto no design quanto no tipo de questão. A prova permite aos candidatos pular e retornar à questão, dentro da mesma seção. Essencialmente, são três seções de perguntas:

#1 Verbal Reasoning – Mede a habilidade de analisar e avaliar materiais escritos e sintetizar informações. É necessário eeconhecer relações entre palavras e conceitos. São, no total, 20 questões que devem ser respondidas dentro de 30 minutos. Saiba mais sobre esta seção aqui.

#2 Quantitative Reasoning – Mede a habilidade de resolver problemas, focando nos conceitos de aritmética, álgebra, geometria e análise de dados. A seção tem duração de 35 minutos, durante os quais o candidato deve resolver 20 questões.

#3 Analytical Writing – Avalia, através de duas redações, o pensamento crítico, especialmente para articular e dar suporte a ideias complexas de forma clara e eficiente. São dados 30 minutos para elaboração das redações.

Como “extra”, há também duas seções que não acumulam pontos mas são importantes para a conclusão da candidatura: uma que foca em pesquisa e outra que poderá ser utilizada posteriormente em outros testes.

Como começar a estudar?

A opção mais comum é começar a estudar pela seção de Writing. Assim, o candidato terá mais tempo para se familiarizar com as ideias contidas nos ‘prompts’ – ou os temas das redações. No próprio site da ETS você encontra todos os prompts que podem ser dados no dia do teste tanto os de ‘Issue Analysis’ como os de ‘Argument Analysis’.

Não é necessário memorizar estas perguntas – o importante é que o candidato crie modelos para resposta e incremente vocabulário, gramática e saiba escrever uma redação no modelo sugerido. Nesta preparação, memorizar todos os tópicos seria desperdício de tempo e energia que poderia ser direcionado a outras seções do teste.

Pode ser útil para a seção Verbal Reasoning memorizar algumas palavras mais recorrentes que estão em todos os materiais preparatórios para o teste. Uma boa dica para isso é utilizar flash cards, um dos melhores recursos de memorização e organização de vocabulário segundo o livro “Mente Organizada”, de Daniel Levitin.

Já a seção de Quantitative requer a revisão de noções de matemática às vezes esquecidas por muitos alunos de humanas. Já aqueles que estão envolvidos em matérias de exatas terão bem mais facilidade. Conceitos de álgebra e geometria são básicos e devem estar afiados para o teste. Alguns exercícios de raciocínio lógico são solicitados e treinar bastante para conseguir fazer os exercícios dentro do tempo é um bom aliado para um bom score. Para quem está estudando sozinho, uma boa ferramenta pode ser a plataforma Khan Academy que, em parceria com a ETC, disponibiliza vídeos e exercícios de preparação para o GRE.

A pontuação – O que é um bom score ?

Os scores vão de 130 a 170 pontos para as seções de Verbal e Quantitative e de 0 a 6 para a seção de Writing.

Um bom score é sempre relativo pois depende da faculdade onde você pretende se candidatar – sendo que as próprias instituições oferecem notas médias como referência a estudantes interessados. Confira um exemplo:

Harvard University
Curso: História
Verbal (de 165 a 169 pontos) e Quantitative (de 152 a 156 pontos)
Curso: Ciência da Computação
Verbal (de 153 a 157 pontos) e Quantitative (de 159 a 163 pontos)

Este artigo foi originalmente publicado pelo Estudar Fora, portal da Fundação Estudar