As carreiras menos estressantes em 2017

Estudo com 23 mil pessoas indica as áreas mais "zen" do mercado. Flexibilidade de horários e home office são os diferenciais da 1ª colocada

São Paulo — Tecnologia é a carreira com menor nível de estresse, seguida pela área financeiro-administrativa e por marketing/criação. É o que indica uma recente pesquisa da consultoria Robert Half sobre felicidade no trabalho.

O levantamento ouviu 23 mil profissionais de oito países — Austrália, Bélgica, Canadá, França, Alemanha, Holanda, Reino Unido e Estados Unidos. Confira a seguir:

Ranking de menor estresse Área de atuação
Tecnologia
Financeiro-administrativo
Marketing e setor criativo
Contabilidade
Administrativo
Serviços financeiros
Jurídico

Na visão de Saulo Ferreira, gerente de divisão da Robert Half, os profissionais de tecnologia são os menos estressados porque frequentemente contam com a possibilidade de fazer home office e trabalhar em horários alternativos.  

“A flexibilidade torna o dia a dia mais relaxado”, afirma ele. Isso vale tanto para TI, que conquistou o 1º lugar no ranking, quanto para marketing e carreiras criativas, que ficaram na 3ª posição.

Para Ferreira, a área financeiro-administrativa ficou em 2º lugar porque envolve atividades transacionais e operacionais, de natureza mais rotineira. Longe das decisões estratégicas, o trabalho do departamento costuma ser mais previsível e tranquilo, já que se concentra quase sempre na aplicação de processos já estruturados.

No entanto, a mesma carreira ficou em 6º lugar no ranking de interesse no trabalho. Conclusão: baixo estresse nem sempre está associado à sensação de entusiasmo pelo que se faz. Confira o ranking a seguir:

Ranking de maior interesse no trabalho Área de atuação
Marketing e setor criativo
Jurídico
Tecnologia
Administrativo
Serviços financeiros
Financeiro-administrativo
Contabilidade

O que traz felicidade?

O estudo da Robert Half aponta que a conquista da felicidade profissional não se resume a baixos níveis de estresse ou alto grau de interesse na atividade desempenhada. A equação é bem mais complexa.

Na média global, a variável mais importante para essa conta é o orgulho que o indivíduo sente da organização onde trabalha.

“Hoje as pessoas querem fazer parte de causas e levantar bandeiras”, explica Ferreira. “Elas também querem que seus empregadores tenham um impacto positivo para o mundo, que possam falar de seus empregos com orgulho para amigos e familiares”.

Vale ressaltar que, analisadas apenas as respostas de profissionais do sexo feminino, o fator mais relevante para a felicidade não é o orgulho do empregador, mas sim um ambiente que preze por igualdade e respeito — possivelmente um aceno para o fato de que a busca por oportunidades iguais entre homens e mulheres ainda tem muito a avançar.

O relatório da Robert Half ainda traz outras pistas sobre o que traz felicidade no trabalho. Os profissionais mais satisfeitos têm entre 18 e 34 anos de idade e atuam em organizações com menos de 10 funcionários. Além disso, trabalham há menos de um ano ou têm entre 6 e 10 anos de experiência profissional.

O campo de atuação mais feliz é marketing/criação, como se pode ver na tabela a seguir:

Ranking de felicidade Área de atuação
Marketing e setor criativo
Tecnologia
Administrativo
Jurídico
Contabilidade
Financeiro-administrativo
Serviços financeiros


De forma geral, os entrevistados pelo estudo indicaram que estão felizes em suas carreiras: em uma escala de 0-100, a pontuação média para a satisfação foi de 70. Isso é uma ótima notícia para as empresas que os têm como funcionários.

Segundo Fernando Mantovani, diretor geral da Robert Half no Brasil, os resultados de uma companhia estão diretamente ligados à motivação dos seus profissionais. “Engajamento e satisfação do colaborador devem ser pontos focais para que as empresas se mantenham competitivas atualmente”, diz ele.