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Última atualização 26/05/2017 - 17:20 FONTE

As 13 perguntas mais clássicas de entrevista de emprego

Saiba como responder as questões mais cabulosas durante uma entrevista de emprego

São Paulo – A entrevista é a etapa mais importante de um processo de seleção. É o momento em que, olhando nos olhos do candidato, o recrutador  consegue comprovar intuições e tirar todas dúvidas possíveis. Só depois disso, ele estará apto para bater o martelo sobre a contratação ou não.

“Essa é a hora da verdade. O candidato tem que fazer de tudo para encantar o recrutador”, diz Irene Azevedo, da consultoria DBM. Vencer a ansiedade e responder as expectativas do recrutador ao mesmo tempo não é tarefa fácil.

Por isso, conversamos com os principais headhunters do país para descobrir as perguntas mais tradicionais durante uma entrevista de emprego e quais as melhores maneiras para respondê-las. Confira.

1.    Por que você está mudando de emprego?
Essa é a primeira pergunta entre as mais perigosas em uma entrevista de emprego. Por isso, é preciso extrema cautela para respondê-la. O candidato que decidir soltar o verbo contra o emprego anterior cai em descrédito logo de início.

 “Isso soa mal. Passa a impressão de um profissional intransigente que, na primeira mudança de rota, prefere uma movimentação”, afirma Eduardo Baccetti, sócio-diretor da consultoria de recrutamento 2GET.

De acordo com Priscila de Azevedo Costa, coordenadora do programa Veris Carreira da Veris Faculdades, o caminho para conversar sobre essa questão de uma maneira convincente é remeter para o atual momento de carreira e para os próprios planos para o futuro.

2.    Por que você foi demitido?
Uma das principais saias justas em uma entrevista de emprego é quando o recrutador, sem nenhum pudor, busca saber o contexto em que o candidato foi desligado da empresa anterior.  O assunto é delicado e exige muito jogo de cintura do candidato. A melhor estratégia, segundo os especialistas, é ser sincero. E, em alguns casos, recorrer a um tom mais eufemista.

Nesse contexto, por exemplo, “o candidato pode dizer que divergia estrategicamente do direcionamento da empresa”, exemplifica Irene. Ou, “admitir que estava em um momento em que não podia contribuir totalmente para as necessidade da empresa”, diz Priscila. O importante, segundo ela, é tomar cuidado para não prejudicar a própria imagem ou falar mal da companhia. 

    <hr>                                     <p class="pagina"><strong>3.    Por que quer trabalhar aqui?</strong><br> Não vale responder que esse era o seu sonho de infância. Por isso, é fundamental estudar sobre os  valores da empresa antes da entrevista e mostrar para o recrutador que  seu plano de carreira está alinhado com essa visão. <br> <br> "O candidato tem que ter muita consciência das suas próprias realizações  e intenções", diz  Irene. "E, a partir disso, saber contar muito bem  sua história". <br> <br> <strong>4.    Quais suas principais realizações ao longo da carreira? </strong><br> Para responder a perguntas como essa, é preciso fazer uma avaliação  profunda sobre sua evolução na carreira antes da entrevista. Afinal,  segundo os especialistas, esse tipo de tópico demanda informações  precisas sobre os fatos que tornaram seu passado profissional memorável. "Se eu não tiver resultados que suportem e comprovem meus pontos  fortes, não irá adiantar nada", afirma Irene. <br> <strong><br> 5.    Quais seus principais fracassos?</strong><br> Aqui a proposta do recrutador é entender como você reage diante de  situações difíceis. Por isso, não tenha medo de relatar os problemas que  você já enfrentou em outros empregos. Foque, contudo, na maneira como  conseguiu driblar as dificuldades e nas lições que tirou de cada  situação. A, ideia, segundo os especialistas é tentar mostrar que os  fracassos, no fim, contribuíram pra seu amadurecimento na carreira. <br> <strong><br> 6.    Quais seus pontos fortes?</strong><br> Elencar as próprias qualidades nem sempre é uma tarefa fácil. No  entanto, saber falar sobre isso de uma maneira elegante é essencial  durante uma entrevista de emprego. Lembre-se que este é o momento para  mostrar ao recrutador que você tem as características necessárias para o  cargo em questão. Contudo, cuidado para não cair no narcisismo vazio. "Ele precisa mostrar exemplos práticos dessas qualidades", afirma  Priscila. <br> <strong><br> 7.    Que pontos em seu comportamento ainda precisam ser desenvolvidos?</strong><br> Para responder a tradicional pergunta sobre defeitos, boa parte dos  candidatos recorrem ao macete clássico de se definir como um  profissional perfeccionista. "Todo mundo quer transformar uma qualidade  excessiva num defeito", afirma Priscila. <br> <br> Segundo ela, diante desse clichê, os recrutadores logo ficam com um pé  atrás. Agora, se você realmente é perfeccionista, a dica é dar um  exemplo prático que prove essa característica. E, para mostrar que está  sendo sincero, conte sobre outro defeito. Mas, cuidado para não dar um  tiro no pé. "Escolha uma questão que não atrapalhe muito sua eficiência  no trabalho e contextualize", diz Priscila.</p>        <hr>                                                                <p class="pagina"><strong>8.    Quais são suas motivações?</strong><br>  O objetivo do recrutador com esta questão é avaliar se o perfil do  profissional é coerente com a estrutura da empresa. "Todo mundo precisa  ser motivado para continuar a produzir bem", diz Priscila. E ninguém  quer contratar um profissional que, em poucos meses, perca o  contentamento em trabalhar. Por isso, para seu próprio bem, não tente  dissimular uma resposta padrão. Seja sincero consigo mesmo e mostre qual  a empresa ideal para seu perfil. <br>  <br>  <br>  <strong>9.    Consegue trabalhar sob pressão? </strong><br>  Saber lidar com a pressão no mercado de trabalho é uma postura que exige  tempo e aprendizado. Por isso, mostre para o recrutador exemplos  práticos que comprovem que você consegue se dar bem em situações como  essas. "Não responda apenas sim ou não. Sempre traga uma experiência que  esclareça o que você quer contar", diz Priscila. <br>  <br>  <strong>10.    Conte sobre sua família? O que faz nas horas vagas?</strong><br>  Os recrutadores hoje já entendem que vida profissional e pessoal estão,  sim, ligadas. Por isso, com essa pergunta, a proposta é entender como a  rotina pessoal influencia a dinâmica durante o horário do expediente. "Conforme a pessoa fala, queremos identificar quais os valores que ela  tem",  explica Priscila. Segundo ela, o ponto não é tentar ser perfeito,  mas mostrar como você administra os principais conflitos da vida. <br>  <strong><br>  11.    Qual sua pretensão salarial?</strong><br>  A dica de Irene para esse momento da entrevista é tentar adiar ao máximo  sua resposta. "Explique que o valor da sua remuneração só pode ser  definido quando você entneder todos os desafios do cargo", explica. Se a  justificativa não pegar e o recrutador insistir em uma resposta, conte  qual era seu último salário. <br>  <strong><br>  12.    Quais seus planos para o futuro? </strong><br>  Neste ponto, o recrutador quer identificar se sua estratégia de carreira  está alinhada ou não com o ritmo da corporação. Nem sempre, contudo, é  fácil ter na ponta da língua projetos para um futuro muito longínquo. Se  esse for seu caso, não se desespere. Seja sincero e mostre consistência  nos planos para médio e curto prazo. <br>  <strong><br>  13.    Por que devo contratar você?</strong><br>  Essa pergunta requer extrema coerência do candidato com todas as  informações que passou para o recrutador durante o processo de seleção.  É, neste ponto, que ganha relevância, o profissional que souber fazer o  melhor marketing pessoal. "O perfil pessoal acaba determinando muito, o  brilho no olho, a vontade de ainda querer fazer", diz Baccetti, da 2  GET.</p>